Governo acha agrotóxicos proibidos em frutas e legumes
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Agronegócio

Governo acha agrotóxicos proibidos em frutas e legumes

Pimentão, uva e pepino são os alimentos com mais problemas, segundo Anvisa
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Pimentão, uva e pepino são os alimentos com mais problemas, segundo a análise feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Frutas e legumes consumidos pelos brasileiros estão contaminados por agrotóxicos usados de forma irregular, informou nesta quarta-feira (23) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Relatório produzido pela agência afirma que os problemas atingiram 29% das amostras analisadas. O índice é muito superior ao verificado em outros países. Segundo o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, análises feitas nos EUA encontraram problemas em até 10% das amostras coletadas.

Aqui, foram examinados 20 tipos de frutas e legumes.

A principal irregularidade foi o uso de agrotóxicos em alimentos para os quais eles não são permitidos. Nesses casos, não é possível garantir a segurança dos produtos, de acordo com a agência.

Em 2,8% das amostras, havia agrotóxicos proibidos no Brasil, caso ainda mais grave. Entre eles, estão substâncias com potencial de causar problemas como câncer e malformações fetais.

Outro problema foi o uso de agrotóxicos em quantidade acima da permitida, situação de 5,2% das amostras.

Para evitar resíduos de pesticidas, a Anvisa recomenda dar preferência a alimentos com origem identificada, o que demonstraria um maior comprometimento do produtor com qualidade, e a frutas e legumes da época.

OUTRO LADO

O diretor-executivo da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), Eduardo Daher, afirmou que o alto índice de agrotóxicos encontrados em culturas para os quais eles não são permitidos se deve ao fato de que antes esses produtos eram liberados.

Ele também reclamou do fato de o governo divulgar os dados negativos, mas não orientar os produtores agrícolas sobre a maneira certa de usar os agrotóxicos.

Para Daher, o número de amostras analisadas (3.130) é "ínfimo". A Anvisa diz que usa a mesma metodologia de países como os EUA.


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