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Governo do PR e montadora discutem a ampliação do Trator Solidário

O objetivo é de atingir nova meta de entregar 8 mil tratores até 2010


O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, recebeu nesta quarta-feira (04) o diretor da montadora Case New Holland, Francesco Pallaro, para tratar da ampliação do programa Trator Solidário, com o objetivo de atingir nova meta de entregar 8 mil tratores até 2010. Pallaro disse que a empresa já está preparada para entregar 250 tratores por mês, como uma das estratégias para atingir os novos objetivos propostos pelo governador Roberto Requião.

O projeto inicial do Trator Solidário previa a entrega de 4 mil tratores para agricultores familiares até 2010, mas o bom desempenho do programa permite rever essa meta e até duplicá-la, disse o secretário Bianchini. Em cerca de 1,5 ano de programa foi possível entregar 2.500 tratores. A estratégia daqui para frente é aumentar o número de entregas mensais. A Secretaria da Agricultura vai levantar os municípios que tiveram poucos agricultores contemplados para ampliar a entrega de tratores nessas localidades.

Com o objetivo de aumentar a produtividade da agricultura paranaense e eliminar o risco de desemprego que ronda as empresas, Bianchini propôs à New Holland o estudo de um programa de venda de colheitadeiras nos moldes do programa Trator Solidário. A proposta animou Pallaro, que identificou uma oportunidade de manutenção dos empregos temporários na fábrica de Curitiba. A New Holland conta com aproximadamente 1.900 empregados, dos quais cerca de 300 são temporários.
Segundo Bianchini, a idéia é pensar numa possibilidade de redução de custos na venda da colheitadeira e valorização do equipamento usado, para atender a um mercado que tem demanda. “Essa colheitadeira usada seria dada como parte de pagamento à fábrica, que por sua vez se responsabilizaria pela revisão e venda com garantia aos pequenos agricultores”, disse.

O secretário defendeu a diversificação e a mecanização para aumentar a eficiência da propriedade rural. Bianchini disse a Pallaro que a empresa poderia subsidiar a revisão das máquinas usadas, que seriam vendidas a um preço mais baixo, possibilitando que os pequenos agricultores possam entrar num mercado de colheitadeiras usadas, já que o valor de um equipamento novo está avaliado entre R$ 330 mil a R$ 450 mil.

O secretário disse que é possível um novo arranjo entre governos federal e estadual e bancos para financiar o equipamento em condições acessíveis aos agricultores, como ocorre no programa Trator Solidário. “Com preços diferenciados e prazo de pagamento alongado, podemos aquecer esse mercado”, afirmou.

No programa Trator Solidário, o preço dos equipamentos foi fixado em R$ 43.300,00 para o trator com 55 CV de potência e R$ 52.900,00 para o trator com 75CV de potência. O financiamento é do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cuja taxa de juros varia de 1% a 5% ao ano, conforme a categoria de agricultor familiar. O financiamento prevê dois anos de carência e mais oito anos para pagamento, um total de dez anos para quitar o débito.

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