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Governo lança painel de monitoramento de defensivos agrícolas em bacias hidrográficas

Novo painel monitora qualidade da água no país


Foto: Canva

O governo federal lançou nesta segunda-feira (11) um painel de monitoramento de defensivos agrícolas em recursos hídricos, com informações sobre a presença dessas substâncias em bacias hidrográficas de diferentes regiões do país. A plataforma reúne dados sobre pontos de monitoramento, quantidade de pesticidas rastreados, percentuais de detecção e outros indicadores relacionados à qualidade da água e aos impactos sobre a vida aquática.

Entre as informações disponíveis no sistema estão a distribuição dos pontos de monitoramento em todos os estados brasileiros, o número de agrotóxicos analisados e os índices de ocorrência das substâncias nas amostras coletadas.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar a transparência e facilitar o acesso às informações ambientais, além de apoiar o debate público, orientar políticas públicas e contribuir para ações preventivas relacionadas aos riscos ambientais.

Durante o lançamento, o ministro do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os agrotóxicos representam um desafio ambiental e sanitário global, especialmente diante do uso inadequado e da persistência dessas substâncias no meio ambiente. Segundo ele, os impactos atingem organismos aquáticos, polinizadores, o solo e a saúde humana. "Esse é um tema que temos que trabalhar com muita responsabilidade, porque o Brasil é uma potência agrícola global, mas sabemos que, no século XXI, a competitividade e a sustentabilidade não podem mais caminhar de forma separada. Produzir alimentos exige também proteger as águas, os bioinsumos, os territórios e a saúde humana", afirmou.

A ferramenta foi desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com base em monitoramentos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Após mais de uma década de mobilização de pesquisadores, movimentos sociais, órgãos e setores comprometidos com a transição ecológica da agricultura, o Pronara recoloca o Brasil em uma trajetória estratégica para redução de risco e fortalecimento da agroecologia que deixou de ser uma coisa de bicho grilo e passou a ser uma coisa manifestamente comprovada de sucesso e de bons resultados e promoção de sistemas produtivos mais sustentáveis”, defendeu.

João Paulo Capobianco afirmou ainda que o painel está em fase inicial de consolidação. Atualmente, 49 tipos de agrotóxicos são monitorados pela plataforma, mas a expectativa é de ampliação gradual desse número.

O ministro também destacou que o sistema apresenta dados sobre representatividade agrícola, uso predominante da terra e vulnerabilidade ambiental das bacias hidrográficas analisadas. "É importante destacar que estamos diante de iniciativa ainda na fase inicial de consolidação. O painel representa um primeiro esforço estrutural do governo federal para entregar e dar transparência aos dados nacionais de monitoramento ambiental de agrotóxicos, sua importância crescerá progressivamente à medida que ampliarmos a cobertura territorial", disse.

Os dados iniciais apontam que já foram realizadas mais de 10 mil análises de agrotóxicos, com frequência de detecção de 7,2%. O S-Metolacloro foi a substância mais identificada, aparecendo em 69,48% das ocorrências registradas.

Segundo João Paulo Capobianco, antes da criação do painel, as informações sobre monitoramento ambiental estavam dispersas entre diferentes bases de dados, o que dificultava análises integradas e decisões por parte do poder público. “Os dados existiam, mas estavam dispersos, dificultando a análise integrada e a formulação de políticas públicas consistentes”, lembrou.

“Estamos agora oferecendo à sociedade brasileira uma plataforma pública de transparência e inteligência ambiental que permitirá acompanhar tendências, identificar riscos, orientar ações preventivas e corretivas”, ressaltou.

 

Com informações da Agência Brasil*

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