Granizo prejudica mil lavouras gaúchas de fumo
Afubra aponta que agricultor terá de complementar adubação do solo
Técnicos da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) realizam, desde o começo da semana, a avaliação dos danos causados pela chuva de granizo da segunda-feira, considerada a maior ocorrência da atual safra de fumo. O temporal prejudicou em torno de mil lavouras em diversas partes do Rio Grande do Sul. As áreas mais atingidas na região baixa do Vale do Rio Pardo foram os municípios de Vale do Sol, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Passo do Sobrado e Sinimbu. Na microrregião de Cachoeira do Sul, os maiores prejuízos ocorreram em Candelária, Dona Francisca, Cerro Branco e Agudo.
Na região de Santa Cruz do Sul, foram 300 ocorrências envolvendo principalmente a região de Formosa, interior de Vale do Sol. Na área que pertence a Cachoeira do Sul, segundo a Afubra, foram mais 400. Desde o início da safra, mais de 1.100 lavouras tiveram danos no Rio Grande do Sul. Em igual período de 2008, não houve precipitações.
Com 20 mil pés plantados em Linha da Várzea, em Vale do Sol, Clairton Zingler já fazia planos para a colheita. 'Em três semanas conseguiria tirar as primeiras folhas do baixeiro. Agora vou torcer para que as plantas se recuperem para reduzir meu prejuízo', disse.
O diretor secretário da Afubra, Romeu Schneider, informou que o granizo assustou pela extensão das ocorrências, mas que os prejuízos foram pequenos, pois o fumo está na fase inicial e pode haver reversão. Apenas plantas cujo miolo foi atingido por pedras terão problemas de desenvolvimento e será necessário novo transplante. Pouco mais de 60% das lavouras do Rio Grande do Sul foram plantadas até agora.
Com a chuva, deverá ser feita complementação de adubos devido à lixiviação. Schneider disse que o transplante de mudas está no período ideal. No ano passado, o inverno foi mais quente e as mudas se desenvolveram mais rapidamente, o que forçou a antecipação do plantio.