Grãos abrem com baixas externas e sinais mistos
No trigo, o vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 5,81 por bushel
No trigo, o vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 5,81 por bushel - Foto: Canva
Os mercados agrícolas abriram esta sexta-feira com movimentos mistos, refletindo fatores climáticos, demanda internacional e pressão sobre as cotações externas. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo e a soja recuavam em Chicago, enquanto o milho apresentava leve baixa, com contratos da B3 em direções distintas.
No trigo, o vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 5,81 por bushel, queda de 10 pontos, enquanto dezembro recuava 9,25 pontos, para US$ 6,09. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.369,30 por tonelada, alta diária de 0,49%, e o Rio Grande do Sul, R$ 1.325,81, baixa de 0,06%. A onda de calor na Europa mantém atenção sobre as lavouras, com temperaturas próximas de 40°C em parte do continente. Mesmo assim, a ampla oferta do Mar Negro limita uma recuperação mais firme dos preços.
A soja também operava em baixa, com julho a US$ 11,2025 por bushel, recuo de 7,25 pontos. No Paraná, o grão era negociado a R$ 127,50 no interior e a R$ 134,15 em Paranaguá. O destaque continua sendo a demanda asiática, após importadores chineses comprarem quase dez carregamentos de soja brasileira para agosto e setembro. Coreia do Sul, Chile e Egito também demonstraram interesse por produtos do complexo, reforçando a perspectiva de consumo global firme.
No milho, julho caía 1,50 ponto em Chicago, para US$ 4,1325 por bushel. Na B3, julho avançava 0,42%, a R$ 64,52, e janeiro de 2027 subia 0,44%, a R$ 73,61. As cotações são pressionadas pelo petróleo mais fraco e por condições favoráveis à polinização nos Estados Unidos. Em sentido contrário, sinais de mercado sobrevendido e a seca em mais de 70% do território de Nebraska ajudam a limitar novas perdas.