Grãos iniciam o dia com sinais mistos
Na soja, a China voltou às compras
Na soja, a China voltou às compras - Foto: United Soybean Board
Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira com movimentos mistos, influenciados pela demanda internacional, pela oferta nos Estados Unidos, pelos problemas logísticos no Mar Negro e pelo comportamento do petróleo e do dólar. trigo e milho encontram suporte em fatores de oferta, enquanto a soja reage à retomada das compras externas.
No trigo, as cotações sobem com apoio do milho e com a perda de capacidade de exportação da Rússia. Os embarques pelos portos do sul estão praticamente paralisados pelo avanço do conflito com a Ucrânia, aproximando os volumes de níveis não vistos desde 2010. As estimativas para agosto variam entre 1,8 milhão e 2 milhões de toneladas. Ataques a navios e terminais dificultam o transporte pela Bacia de Azov e pelo Mar Negro, o que reduz a efetividade dos preços FOB russos. O trigo com 12,5% de proteína estava em cerca de US$ 210 por tonelada nos portos do sul e próximo de US$ 248 no Mar Báltico. Com isso, Romênia, países bálticos e França ganham espaço como alternativas de fornecimento.
Na soja, a China voltou às compras, com seis carregamentos dos Estados Unidos e dois do Brasil. Os prêmios de exportação brasileiros avançaram 13 centavos, enquanto os do farelo recuaram. A demanda por subprodutos também permanece ativa, mas a incerteza sobre as políticas de biocombustíveis dos EUA limita o mercado de óleo.
O milho encontra suporte na queda da produtividade norte-americana. Ao mesmo tempo, o petróleo recua, com o Brent a US$ 85,28, baixa de 0,78%. O dólar cai 0,15%, a R$ 5,1540. Clima nos EUA, exportações do Mar Negro e ritmo das compras internacionais devem manter a volatilidade elevada.