Grupo investe para reduzir gargalos logísticos
A iniciativa começou ainda em 1997
A iniciativa começou ainda em 1997 - Foto: Sheila Flores
O Grupo Maggi, conhecido pela forte presença na produção de grãos, ampliou sua atuação para além da lavoura e transformou a logística em um dos pilares centrais da operação. Atualmente, a empresa comercializa quase 20 milhões de toneladas por ano entre soja, milho e algodão, apoiada por uma estrutura integrada que conecta campo, transporte e exportação.
Ao longo dos anos, o grupo estruturou um sistema próprio de escoamento, com 212 embarcações operando na Amazônia, mais de 1.100 caminhões e terminais portuários que vão do Amazonas ao Guarujá. A estratégia também inclui seis hidrelétricas e a produção de biodiesel, utilizada na própria frota, buscando reduzir custos e aumentar a eficiência.
A iniciativa começou ainda em 1997, quando a empresa implantou o transporte de soja pelo rio Madeira, ligando Porto Velho a Itacoatiara e criando uma rota alternativa até o Atlântico. Hoje, essa operação movimenta cerca de 8 milhões de toneladas por ano, com aproximadamente 160 viagens.
Outro ponto relevante é a logística reversa, em que fertilizantes chegam pelas hidrovias e seguem por caminhões até as fazendas, enquanto os grãos percorrem o caminho inverso. Isso evita viagens vazias e melhora o aproveitamento da frota.
Com o aumento da operação, o consumo de combustível se tornou um fator crítico, levando à construção de uma usina de biodiesel em Lucas do Rio Verde, com capacidade de 337 milhões de litros anuais. Parte dos caminhões opera exclusivamente com o combustível, formando um ciclo integrado dentro da própria cadeia produtiva. O resultado é uma estrutura que busca garantir maior controle sobre prazos, custos e eficiência, reduzindo a exposição a gargalos logísticos e sustentando o crescimento da operação.