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Helicorvepa Armigera está mais presente nas áreas de algodão, alerta especialista

Avaliação é do pesquisador José Fernando Grigolli


Os primeiros diagnósticos realizados nas lavouras de Mato Grosso do Sul apresentaram incidências da lagarta em todas as regiões do estado. O monitoramento foi apresentado  durante o workshop “Mapa da Helicoverpa”, ocorrido no dia 25 de setembro, em Dourados-MS.

A pesquisa foi essencial para mapear as regiões com mais risco de surtos e ataques da Helicoverpa armigera, lagarta que tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de milho, soja e algodão.

O monitoramento acorreu em 32 municípios reunindo informações em 189 propriedades, onde foram instaladas armadilhas tipo Delta e Feromônios, posicionadas em diferentes culturas e avaliadas semanalmente durante a condução do projeto. 

Para estudo foram coletadas 331 mariposas nas lavouras do Estado, onde 277 foram qualificadas como H. armigera, o equivalente a 83,7%. O maior número de ocorrências foi registrado no Norte do estado e em Sidrolândia, municípios produtores de algodão. 

A praga se alimenta de diversas culturas, tais como soja, milho, algodão, trigo, sorgo e milheto. Aparentemente sua ocorrência está mais associada às áreas com algodão, mas os demais produtores devem ficar atentos à sua lavoura. Conforme pesquisadores a identificação da lagarta é bastante complexa e fácil de confundir com outras espécies, por isso, o ideal é que a amostra seja encaminhada para um especialista. 

De acordo com o pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, por questões práticas podemos confundir três pragas, H. armigera, H. zea e Heliothis virescens. “A Heliothis virescens possui microespinhos nas pintas proeminentes no seu corpo, enquanto as outras espécies não. Isso pode ser observado com auxílio de lupas de aumento 60x ou superior. No campo, recomenda-se controlar as três espécies assim que dectada a sua presença. A identificação correta é trabalhosa e deve ser realizada por especialistas”, disse o especialista ao Portal Agrolink.

Grigolli ressalta que para não existir confusão na identificação, o produtor deve avaliar as pintas proeminentes no corpo das lagartas. As espécies de Helicoverpa não apresentam microespinhos, enquanto a espécie Heliothis virescensapresenta. Entretanto, a diferenciação entre Helicoverpa armigera e Helicoverpa zea é muito complexa e as lagartas podem ser identificadas por DNA ou por comparação da genitália de machos coletados em laboratórios específicos.

O pesquisador alerta que se a praga não for controlada, pode causar total destruição da lavoura, com perdas superiores à 80%. Já para a produção nacional, estima-se perdas de até 2 bilhões de reais, conclui.
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