Hipocalcemia provoca grandes perdas econômicas, produtivas e reprodutivas
Hipocalcemia pode ocorrer de duas formas: clínica e subclínica
A Hipocalcemia pode ocorrer de duas formas: clínica e subclínica. A clínica também conhecida por febre do leite ou síndrome da vaca caída pode ser caracterizada por fraqueza, incoordenação, tremores musculares, decúbito, etc. Ocorre normalmente de 24 a 48 horas pós-parto. Logo que a doença for diagnosticada o animal deve ser tratado com soluções de borogluconato de cálcio endovenoso.
Segundo o médico veterinário da Bayer Saúde Animal, Eduardo Ichikawa, a hipocalcemia subclínica não possui sinais evidentes, porém sabemos que sua incidência é de 50% ou mais nos rebanhos leiteiros. “Esta doença pode provocar grandes perdas econômicas, produtivas e reprodutivas, pois, o cálcio está intimamente relacionado com a contração muscular e um déficit nos níveis de cálcio pode levar o animal a sofrer problemas durante o parto, retenção de placenta, torção de abomaso e até mesmo a mastite, já que os esfíncteres dos tetos terão dificuldades em se fecharem após a ordenha”, destaca.
Para evitar os problemas decorrentes da Hipocalcemia subclínica alguns produtores utilizam aplicações de cálcio injetável logo após o parto. O que possui um efeito muito reduzido já que as soluções de cálcio injetáveis possuem uma ação muito rápida, no máximo duas horas.
Uma ferramenta muito eficiente e prática para a prevenção da hipocalcemia subclínica seria a administração via oral de formiato de cálcio (Calfon Oral®), este não causa irritações no trato gastrointestinal dos animais e disponibiliza altos níveis de cálcio por muito mais tempo, além de possuir elevados níveis de magnésio e palatabilizantes que facilitam sua administração.