IGC eleva produção global de milho para 1,339 bi de toneladas
Ciclo é um dos mais produtivos da história do cereal
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O Conselho Internacional de Grãos (IGC) revisou para cima sua estimativa para a safra mundial de milho em 2025/26, elevando a projeção para 1,339 bilhão de toneladas. O ajuste foi divulgado nesta quinta-feira (25) e supera tanto a estimativa anterior do próprio IGC quanto a do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Segundo dados divulgados pelo IGC, a nova projeção representa aumento de 10 milhões de toneladas frente às 1,329 bilhão de toneladas estimadas em maio, evidenciando melhora nas perspectivas produtivas em diversas regiões do mundo. O número também é superior às 1,242 bilhão de toneladas efetivamente colhidas na temporada 2024/25.
O salto em relação à safra anterior — de aproximadamente 97 milhões de toneladas — coloca o ciclo 2025/26 como um dos mais produtivos da história do cereal, com reflexos diretos esperados sobre os estoques mundiais e a dinâmica de preços nos mercados futuros globais.
De acordo com a DATAGRO, o IGC também divulgou sua primeira estimativa formal para a safra 2026/27, projetando colheita de 1,310 bilhão de toneladas. O número, embora inferior à safra em curso, supera as projeções do USDA para o mesmo período, que apontam para 1,300 bilhão de toneladas.
A diferença entre as estimativas do IGC e do USDA para 2026/27 — de 10 milhões de toneladas — reflete metodologias distintas e premissas diferentes sobre expansão de área plantada e condições climáticas em regiões produtoras como América do Sul, Europa e África Subsaariana.
No mercado brasileiro, a expectativa por uma safra global mais farta tende a exercer pressão baixista sobre as cotações do milho, que já vinham operando em patamares deprimidos em razão do elevado volume de oferta interna. O cenário é desafiador para o produtor nacional, que enfrenta margens pressionadas e dificuldades de escoamento.
Para o complexo sucroalcooleiro e para o setor de proteína animal — grandes consumidores domésticos de milho —, a perspectiva de oferta farta representa alívio no custo de produção. Frigoríficos, avicultores e suinocultores devem se beneficiar de insumos mais baratos caso as projeções do IGC se confirmem nos próximos meses.