Índice global de alimentos fica estável em maio
O principal destaque do mês foi o avanço dos cereais
O principal destaque do mês foi o avanço dos cereais - Foto: USDA
O mercado internacional de alimentos mostrou estabilidade em maio, mesmo com alta nos cereais e no açúcar. O movimento foi compensado pela queda nos preços dos óleos vegetais e dos lácteos, enquanto as carnes ficaram praticamente inalteradas no mês.
Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou em 130,8 pontos em maio, recuo de 0,2 ponto, ou 0,2%, em relação ao dado revisado de abril. Na comparação anual, o indicador ficou 3,7 pontos acima do registrado um ano antes, alta de 2,9%. Ainda assim, permanece 29,4 pontos, ou 18%, abaixo do pico alcançado em março de 2022.
O principal destaque do mês foi o avanço dos cereais. O índice do grupo atingiu 114,3 pontos, alta de 2,9 pontos frente a abril e de 5,3 pontos, ou 4,9%, em relação a maio do ano passado. A elevação refletiu aumentos nos preços dos principais grãos acompanhados pela FAO.
O trigo subiu pelo quarto mês consecutivo, influenciado por expectativas de safras menores em importantes exportadores, incluindo os Estados Unidos, onde as condições do trigo de inverno estão entre as menos favoráveis em décadas. Custos mais altos com combustíveis e fertilizantes também reforçaram a pressão sobre as cotações globais.
No milho, os preços seguiram sustentados por maior demanda de importação em mercados relevantes, disponibilidade mais apertada no Brasil e nos Estados Unidos e preços mais firmes de energia, que ampliaram o suporte ligado à demanda por etanol. Sorgo e cevada também avançaram, refletindo os efeitos de mercados mais restritos para milho e trigo. O arroz teve alta de 2,7%, influenciado por preocupações climáticas e pela valorização do petróleo e derivados em países exportadores asiáticos.
Na direção oposta, o índice de óleos vegetais caiu para 185 pontos, retração de 4,6% no mês, a primeira desde o início de 2026. A queda foi puxada por óleo de palma e de soja, apesar das altas nos óleos de canola e girassol. O índice de carnes ficou em 130,5 pontos, com leve alta de 0,1%. Lácteos recuaram 0,5%, para 119,2 pontos. Já o açúcar avançou 7,5%, para 95,1 pontos, maior nível desde outubro de 2025.