Indústria de insumos aposta no barter para fidelizar clientes

Agronegócio

Indústria de insumos aposta no barter para fidelizar clientes

Bayer teve aumento de 4 vezes em 2015
Por: -Leonardo Gottems
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O gerente nacional de barter da Bayer, Paulo Soares, afirma que a multinacional considera essa modalidade de financiamento (através de permuta) extremamente importante. A fornecedora de insumos entende que essa é uma forma de fidelizar os clientes, agregando “sustentabilidade ao negócio do produtor, que passa a não se preocupar tanto com dinheiro, mas com o que ele realmente precisa para produzir”.
 
“Nossa ideia é de que o agricultor precisa se dedicar ao que ele sabe fazer melhor. Temos investido muito nesse tipo de negócio, e obtivemos um crescimento de quatro vezes entre a safra 2014/2015 e a 2015/2016. Para a próxima safra 2016/17, a perspectiva é de que haja aumento de duas a três vezes”, projeta o executivo.

Soares lembra que nos últimos dois anos aumentou muito a dificuldade de acesso ao crédito. Mesmo que existam incentivos, como o Plano Safra, as instituições financeiras estão muito mais cautelosas em liberar o dinheiro. “Se o produtor não tem crédito, ele vem a nós pedir prazo”, explica.

O que torna o Brasil um local diferenciado para o crescimento da modalidade de barter é a força legal da Cédula de Produto Rural (CPR). O Brasil é o único país no mundo com um instrumento como esse, que possui lei específica para sustentar a garantia jurídica nesse tipo de operação. O CPR é dado como garantia ao fornecedor, estabelecendo o quanto ele irá receber em produtos pelo insumo ou equipamento que entregou ao agricultor.

Na visão do gerente da Bayer, três fatores impulsionam o crescimento do barter: A variação de preços das commodities, a volatilidade do câmbio e a indisponibilidade do crédito. “Optando pelo barter, o produtor tem segurança e pode planejar seus custos, mesmo em um momento de tanta instabilidade”, conclui.

Veja também: Barter vira alternativa para financiamento da safra

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