Inflação e consumo ampliam incertezas econômicas
O setor de serviços caiu 0,4% em maio
O setor de serviços caiu 0,4% em maio - Foto: Pixabay
O cenário econômico combina pressões externas com sinais de perda de ritmo na atividade doméstica, em meio a incertezas sobre inflação, câmbio e crescimento. Segundo análise do Rabobank, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a afetar o petróleo, diante das ameaças de restrição à navegação no Estreito de Ormuz e da defesa americana da livre circulação na região.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor caiu 0,4% em junho na comparação mensal, primeira retração em seis anos, puxada pela baixa da gasolina. Apesar disso, a inflação em 12 meses permaneceu elevada, em 3,5%. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, avaliou que o resultado não encerra o combate inflacionário e reiterou o compromisso de levar a taxa à meta de 2%.
No Brasil, o IBC-Br avançou 0,1% em maio, acima das projeções de queda de 0,1% do mercado e do banco, mas ainda aponta perspectiva fraca para o restante do ano. O varejo restrito cresceu 0,1%, abaixo das estimativas, enquanto o varejo ampliado recuou 0,2%, em um movimento relacionado à perda de fôlego do consumo e à inflação de alimentos.
O setor de serviços caiu 0,4% em maio, revertendo parte da alta anterior. Mesmo com algum sinal de recuperação, o ritmo segue moderado e próximo da estagnação.
No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,1119, com leve valorização do real. A projeção é de retorno da moeda americana a R$ 5,35 até o fim do ano, diante da expectativa de menor diferencial de juros, possível recuperação global do dólar e fragilidade fiscal em ano eleitoral. Na Colômbia, os próximos dados de balança comercial e atividade econômica de maio entram no radar regional.