Inflação recua e juros entram no foco do mercado
No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho
No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho - Foto: Pixabay
O cenário econômico segue marcado por sinais mistos no ambiente internacional e doméstico, com inflação mais branda no Brasil, atividade mais fraca nos Estados Unidos e atenção redobrada às decisões de política monetária. Segundo o Rabobank, o conflito entre Estados Unidos e Irã permanece no radar, mas sem escalada significativa, enquanto o mercado aguarda avanços concretos nas negociações e convive com elevada incerteza.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, apesar de três votos favoráveis a uma alta. A instituição ainda projeta estabilidade ao longo de 2026. A economia americana cresceu 1,5% em ritmo anualizado no segundo trimestre, abaixo da expectativa de 2,0%. O petróleo Brent permaneceu volátil, próximo de US$ 90, enquanto o dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,0587, com valorização de 0,48% do real. A projeção é de retorno da moeda americana a R$ 5,35 até o fim do ano, diante do menor diferencial de juros, da possível recuperação global do dólar e da fragilidade fiscal em ano eleitoral.
No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho, bem abaixo da previsão de 0,22%, com forte queda dos preços de alimentação no domicílio. O alívio compensou pressões em energia elétrica e serviços. O IGP-M caiu 1,16% no mês, refletindo menor pressão nos preços ao produtor.
As contas públicas registraram déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, mesmo com expansão da arrecadação, enquanto despesas discricionárias continuaram pressionando o resultado. A taxa de desemprego recuou para 5,4%, ante 5,6% em maio, e foram abertas 145,2 mil vagas formais. A semana terá decisão do Copom, produção industrial, balança comercial e indicadores de atividade, inflação e comércio exterior em países da região.