Inflação surpreende e exige atenção de investidores e consumidores
IPCA-15 de maio ficou acima do esperado pelo mercado e reforça cautela sobre juros
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O IPCA-15 de maio, divulgado nesta quarta-feira (27.05) pelo IBGE, avançou 0,62%, acima da expectativa do mercado, de 0,53%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,64%, pressionado principalmente por alimentação e bebidas, o que mantém a inflação no radar de investidores, consumidores e do mercado financeiro.
Alimentação volta a pressionar o índice
A prévia da inflação oficial voltou a mostrar resistência nos preços. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, superando a projeção do mercado, que esperava avanço de 0,53%. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,64%.
De acordo com Gabriel Foglieni, parceiro e gestor de investimentos da Eleva Invest, o resultado também ficou acima da expectativa anual, que era de 4,55%.
“O IPCA-15 de maio veio em 0,62%, acima do que o mercado esperava, que era 0,53%. Na leitura anual, chegamos a 4,64%, também acima da expectativa de 4,55%”, afirma Foglieni.
Comida em casa pesa no bolso
A principal pressão sobre o indicador veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, segundo avaliação de Foglieni com base no dado divulgado pelo IBGE. O movimento foi puxado sobretudo pela comida em casa, item sensível para o orçamento das famílias.
“A principal pressão continuou vindo de alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, puxada sobretudo pela comida em casa”, diz o gestor.
Para os consumidores, o dado reforça a percepção de custo de vida elevado. Para investidores, a leitura acima do esperado amplia a atenção sobre os próximos passos da política monetária.
Transportes aliviam, mas inflação segue resistente
Apesar da pressão dos alimentos, o grupo transportes ajudou a conter uma alta ainda maior do índice. Segundo Foglieni, o segmento reverteu a alta forte registrada em abril e caiu 0,33% em maio, com recuo nos preços da gasolina e do etanol.
“A boa notícia ficou por conta de transportes, que reverteu a alta forte de abril e caiu 0,33%, com gasolina e etanol recuando no período”, afirma.
Banco Central deve manter cautela
No balanço geral, o IPCA-15 acima das expectativas reforça a leitura de que a inflação ainda não cedeu de forma consistente. Para Foglieni, esse cenário tende a manter o Banco Central cauteloso antes de qualquer movimento de afrouxamento monetário no curto prazo.
“No balanço geral, o dado veio pior do que o esperado e mostra que a inflação ainda resiste, o que mantém o Banco Central com cautela para qualquer afrouxamento monetário no curto prazo”, conclui.