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Inovação exige método nas startups

O desafio está em reinventar de forma estruturada


O desafio está em reinventar de forma estruturada O desafio está em reinventar de forma estruturada - Foto: Pixabay

Inovar no universo das startups deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição básica para quem busca transformar ideias em negócios sustentáveis. A avaliação é de Pompeo Scola, psicólogo, consultor em agronegócio e startups e CEO da Cyklo Aceleradora de Projetos e Startups.

Segundo ele, o desafio está em reinventar de forma estruturada, consistente e escalável, com processos capazes de orientar decisões e reduzir riscos. Sem método, o empreendedor tende a confiar demais na própria percepção, o que pode levar a erros caros e comprometer a evolução da empresa.

Na prática de aceleração e curadoria de startups, como ocorre na Cyklo, o processo começa pela desconstrução da própria ideia. Antes da validação de mercado, a tese do negócio precisa passar por um teste rigoroso, com questionamentos sobre as premissas que a sustentam, a relevância do problema, a disposição do público em pagar pela solução e a existência de alternativas já disponíveis.

Entre os erros mais comuns estão a paixão excessiva pela ideia, a falta de dados concretos, a validação com o público errado e a tentativa de escalar antes de comprovar a viabilidade do modelo. Por isso, ir ao mercado não deve significar buscar confirmação, mas encontrar a realidade. A validação exige conversas estruturadas com potenciais clientes, capazes de revelar comportamentos, dores e disposição de pagamento.

Nesse contexto, Scola destaca o método TPM, baseado em três pilares: tecnologia, produto ou serviço e mercado. A tecnologia sustenta a solução e sua capacidade de evoluir. O produto materializa a proposta de valor percebida pelo cliente. O mercado representa a estrutura de geração de receita de forma sustentável e replicável. O desequilíbrio entre esses pilares costuma limitar a inovação.

O produto, em especial, deve ser visto como um sistema vivo, em evolução constante. Melhorias precisam surgir do uso real, do feedback contínuo e da análise de dados. Em um ambiente cada vez mais digital, o fator humano também permanece decisivo. A automação e a inteligência artificial podem ampliar a eficiência, mas não devem eliminar a escuta ativa. Para Scola, negócios mais sólidos surgem quando tecnologia e proximidade com o cliente avançam juntas.
 

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