Inseticida tem resposta rápida contra cigarrinha
A população da cigarrinha aumenta com o início das chuvas e pode representar grande risco
Foto: Pixabay
As chuvas que marcam o fim do período seco são bem-vindas para a agricultura. Mas para o cultivo da cana-de-açúcar, esta época do ano requer uma atenção maior no manejo de pragas. A população da cigarrinha aumenta com o início das chuvas e pode representar grande risco de perdas de rendimento aos canaviais, sendo uma das principais pragas da cultura e que está presente na maioria das regiões produtoras do país.
De acordo com a Dra. Leila Luci Dinardo-Miranda, pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC) localizado em Ribeirão Preto - SP, “se as cigarrinhas começarem a se desenvolver partir de novembro, após o início das chuvas na região Centro Sul, nós vamos ter muitos problemas porque os canaviais estarão de pequeno porte e mais suscetíveis aos danos causados pelo inseto”. A especialista recomenda a realização do controle no momento correto, respeitando o manejo e rotações de ingrediente ativo.
O inseto Mahanarva fimbriolata põe ovos nas bainhas secas ou sobre o solo, próximo ao colmo da planta (98% dos ovos na linha). As formas jovens fixam-se nas raízes, onde sugam a seiva. A infestação é identificada pela presença de uma espuma esbranquiçada semelhante à espuma de sabão, na base da touceira. Os adultos vivem na parte aérea da planta, sugando os colmos. A praga vive, também, em outras gramíneas, principalmente, em capins e gramas, e age da mesma forma que nos canaviais.
Os prejuízos causados pela cigarrinha-da-raiz são:
extração de grande quantidade de água e nutrientes das raízes pelas ninfas;
redução do teor de açúcar nos colmos;
aumento do teor de fibras;
aumento dos colmos mortos, o que diminui a capacidade de moagem;
aumento do teor de contaminantes, o que dificulta a recuperação do açúcar e inibe a fermentação.
Nova solução
A BASF acaba de lançar o Entigris, inseticida para o combate à cigarrinha. O produto tem formulação exclusiva, com maior solubilidade, absorção e efeito sistêmico. Outros benefícios são a rápida resposta no controle e longo efeito residual de controle com flexibilidade de uso para toda época de ocorrência da cigarrinha. A solução já pode ser aplicada nos canaviais na safra 2021/22.
“A cigarrinha ataca o canavial no período mais favorável para o desenvolvimento da cana, o que pode causar grandes prejuízos na cultura se o controle não for feito de maneira eficiente, especialmente porque a plantação já está debilitada vindo de um período de déficit hídrico considerável”, explica o gerente de Marketing de Cana-de-açúcar e Amendoim, Douglas Leme de Oliveira.