Instituição projeta dólar a R$ 5,35 no fim do ano
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual - Foto: Pixabay
O cenário econômico segue marcado por sinais de desaceleração nos Estados Unidos, cautela na política monetária brasileira e volatilidade nos mercados internacionais. Segundo o Rabobank, a combinação entre mercado de trabalho mais fraco nos EUA, incertezas externas e riscos fiscais domésticos mantém elevada a incerteza para os próximos meses.
Em julho, a economia americana teve perda líquida de 23 mil vagas, ante expectativa de criação de 80 mil, além de revisões para baixo nos meses anteriores. A taxa de desemprego caiu para 4,1%, abaixo dos 4,2% esperados, em movimento associado à menor participação na força de trabalho.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas manteve tom cauteloso diante da desancoragem das expectativas de inflação e dos riscos externos. O Rabobank mantém a avaliação de que não haverá novos cortes em 2026, com retomada do ciclo apenas em abril de 2027.
A produção industrial recuou 1,8% em junho ante maio, pior resultado do ano e abaixo da projeção de queda de 0,9%. Na comparação anual, houve avanço de 1,7%. Já a balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões.
No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,0587, com valorização de 0,48% do real. A instituição projeta a moeda americana em R$ 5,35 no fim do ano, diante da expectativa de menor diferencial de juros e de um quadro fiscal frágil em ano eleitoral. O petróleo Brent permanece volátil, próximo de US$ 90. A agenda doméstica tem como destaque o IPCA de julho, projetado pelo Rabobank em 0,0% no mês e 4,4% em 12 meses, além de indicadores de serviços e vendas do varejo.