Instituto CNA participa de debate sobre furto de gado

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Imagem: Pixabay
PECUÁRIA

Instituto CNA participa de debate sobre furto de gado

O crime não se limita apenas ao furto de bovinos, mas também de caprinos, suínos, equinos, entre outros animais
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O coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Frederico Ribeiro, foi um dos debatedores da live “Furto de gado aciona o sinal de alerta nas fazendas”, promovida pela Revista DBO, na quarta (14). Os outros participantes do encontro foram o diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, e o titular da Delegacia Regional da Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças (MT), Wilyney Borges.

O abigeato (furto de animais) se tornou uma preocupação cada vez maior entre os pecuaristas brasileiros nos últimos anos. O crime não se limita apenas ao furto de bovinos, mas também de caprinos, suínos, equinos, entre outros animais.

Carlos Frederico destacou algumas inciativas realizadas pela CNA para discutir o tema e aumentar a segurança nas áreas rurais do Brasil. Uma delas foi o Observatório da Criminalidade no Campo, uma ferramenta para monitorar a prática criminosa no campo, traçar um diagnóstico e propor ações para proteger produtores rurais e seus familiares.

“O Brasil vem se desenvolvendo na agropecuária, aumentando a produção e gerando mais riqueza no campo, mas isso também trouxe a criminalidade para o setor. Infelizmente identificamos que, em segurança pública, o meio rural ainda é uma área esquecida”, afirmou ele.

A entidade também promoveu quatro painéis, entre 2019 e 2020, sobre segurança rural com especialistas das Polícias Militares de todo o Brasil. Nos encontros, foram apresentadas iniciativas voltadas ao policiamento rural e trocadas experiências, além da criação de uma rede de contatos entre as corporações.

O coordenador administrativo do Instituto CNA lembrou, ainda, que a CNA faz parte do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e participa de debates sobre políticas públicas para melhorar as condições de segurança e patrulhamento no campo.

“Se conseguirmos montar uma estrutura onde o produtor possa se comunicar com as polícias, já estaremos dando um grande passo. Também é importante melhorar os dados estatísticos e distinguir crime rural de urbano para que as inteligências policiais possam atuar e coibir os crimes”, disse ele.

Outra prioridade da Confederação é contribuir para a capacitação dos policiais militares que atuam no meio rural. Conforme Carlos Frederico, a entidade pretende fomentar e apoiar cursos de formação onde esses profissionais possam aprender a identificar uma Guia de Trânsito Animal (GTA), quando esse documento é obrigatório, o que é um defensivo químico e como comprovar a propriedade de uma máquina agrícola, por exemplo.

Durante a live também foi abordado o Projeto Fazenda Segura, realizado pela Acrimat em parceria com o Sindicato Rural de Barra do Garças e forças de segurança pública estaduais para prevenir roubos de gado e de insumos.

Segundo Francisco Manzi, a iniciativa intensificou a troca de informações entre produtores e agentes de segurança da região. Agora, a ideia é expandir o projeto para todo estado, principalmente para as áreas de fronteira e divisas estaduais.

De acordo com o delegado da região, Wilyney Borges, houve uma queda de aproximadamente 90% nos índices de ocorrências. Outro ponto fundamental é que, na maioria das vezes, os animais foram recuperados. Para ele, um dos diferenciais é o trabalho de contagem diária dos rebanhos, o que diminuiu o tempo entre o furto e a comunicação para as autoridades. Assista a live aqui.


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