Instituto Penal Agrícola representa o Brasil em congresso mundial

Agronegócio

Instituto Penal Agrícola representa o Brasil em congresso mundial

Grupo irá apresentar projeto de uso sustentável da mata ciliar
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Os internos e a equipe técnica do Instituto Penal Agrícola (IPA) de São José do Rio Preto vão representar o Brasil no II Congresso Mundial de Agroflorestas, acontecerá de 24 a 28 de agosto em Nairóbi, capital do Quênia, na África Oriental.

O grupo apresentará o projeto "Implantação de Sistemas Agroflorestais em Área de Preservação Permanente pelos Reeducandos do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Rio Preto". O trabalho conta com a parceria da Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel e da Secretaria do Meio Ambiente e da unidade prisional.

Para a implantação dos modelos agrícolas e monitoramento das microbacias, o projeto recebeu apoio da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal - FCAV/Unesp.

A proposta foi uma das duas vencedoras do concurso promovido pelo Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal, realizado durante o VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, em Brasília entre os dias 22 a 26 de junho. A premiação foi o custeio das passagens de representantes do projeto e inscrição no evento internacional.

Mata ciliar

O projeto surgiu da necessidade de proteger a mata ciliar do córrego Piedade e de outras nascentes e represas que existem em toda a extensão do IPA de São José do Rio Preto. A mata ciliar é a vegetação que fica nas margens de rios, riachos e córregos e tem grande importância na preservação fluvial, pois fixa o solo evitando o assoreamento, além de ser habitat de várias espécies vegetais e animais.

Desde o início do projeto, em novembro de 2008 até maio de 2009 já haviam sido plantadas cerca de 12 mil árvores de mais de 67 espécies nativas como ipês, jatobás, embaúbas, amarelinho, canelas, goiabeiras e cedros. Foram capacitados 101 reeducandos neste período e os presos tiveram a oportunidade de plantar feijão, milho e gramíneas sem retirar a mata nativa, utilizando técnicas de agroecologia.

O projeto comprova que é possível utilizar economicamente a área, sem necessidade de desmatamento, aliando metodologias de preservação ambiental a um custo baixo de manutenção desta restauração florestal.

Os reeducandos interessados em participar do projeto passam por uma seleção. São capacitados 20 participantes por turma. Cada um recebe parte de um salário mínimo e, conforme determinado na Lei de Execuções Penais, a cada três dias trabalhados é descontado um dia da pena.

Além de colaborar para a preservação das nascentes e matas ciliares locais, o projeto também contribui para a profissionalização dos reeducandos. A capacitação também estimula o desenvolvimento de habilidades como o trabalho em equipe e o fornecimento de subsídios para a reintegração dos futuros egressos.

Da Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel


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