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Investigação de desvio de dinheiro da Parmalat começa por São Paulo


A abertura das investigações dos possíveis crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes contábeis praticados pela empresa Parmalat será em São Paulo. O estado foi escolhido pela Polícia Federal por ser onde está instalada a sede da empresa no País. O delegado José Nogueira Eupídio vai presidir o inquérito. Ele trabalha na Divisão de Crimes Financeiros, do Departamento da Polícia Federal, em Brasília, e é membro da força-tarefa da CPI do Banestado.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, as investigações terão abrangência nacional e vão envolver os estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. "A primeira ação da Polícia Federal será solicitar à Justiça Federal, em São Paulo, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Parmalat, de suas empresas associadas e principais dirigentes. Será solicitada também à polícia italiana cópia do depoimento do contador da empresa, em que este afirma haver movimentação financeira ilegal para o Brasil", informa a nota.

Atuação conjunta

A Receita Federal, o Ministério Público Federal e o Banco Central vão trabalhar de forma integrada. Depois de instaurado o inquérito, a Polícia Federal tem 30 dias, prorrogáveis a critério da Justiça, para concluir as investigações. "A diretoria da Polícia Federal ressalta que a abertura de inquérito tem como objetivo iniciar as investigações no Brasil e que ainda não possui nenhum indício de crime", informa a nota segundo a Agência Brasil.

Liminar

O Banco do Brasil retomou ontem a liminar que o autoriza a manter retido parte dos recursos que seriam destinados aos produtores de leite fornecedores da empresa. Os produtores de leite do norte e noroeste do Rio de Janeiro, que ainda reclamam a falta de pagamentos, estimados em R$ 1,844 milhão, iniciaram a entrega de leite para a Danone e Nestlé.

Preocupados com o impacto na economia do país, devido ao escândalo envolvendo a Parmalat, os deputados no Congresso formaram uma comissão para investigar as operações brasileiras da gigante italiana do setor de laticínio. "Precisamos defender nossos produtores de leite e nossa economia", disse o deputado Jamil Murad.

Outro deputado, Leonardo Vilela, informou que os executivos da Parmalat serão chamados para interrogatório depois que a comissão de investigação começar seu trabalho na próxima semana. A sindicância será a terceira feita por autoridades brasileiras em relação às operações da Parmalat. As autoridades informaram que analisarão os livros contábeis da Parmalat Brasil em busca de irregularidades.

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