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Juros seguem estáveis em cenário de vigilância

A avaliação é de que o comunicado adotou um tom mais rígido


A avaliação é de que o comunicado adotou um tom mais rígido A avaliação é de que o comunicado adotou um tom mais rígido - Foto: Canva

A decisão mais recente de política monetária manteve o cenário de cautela predominante na condução dos juros, sem alterações na taxa básica, reforçando a estratégia de contenção inflacionária no médio prazo. Segundo análise do Rabobank, o Comitê de Política Monetária decidiu de forma unânime manter a Selic em 15,00%, sem trazer surpresas ao mercado.

A avaliação é de que o comunicado adotou um tom mais rígido, ao indicar que a manutenção de uma taxa de juros restritiva por um período bastante prolongado segue sendo considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta. Mesmo diante de sinais de desaceleração da atividade econômica, evidenciados pela divulgação do PIB do terceiro trimestre, além da moderação das expectativas inflacionárias e da própria projeção oficial, o comitê optou por preservar um balanço de riscos simétrico.

Outro ponto destacado é a postura vigilante da autoridade monetária, que reafirmou não hesitar em promover novas altas de juros caso o cenário inflacionário volte a se deteriorar. As expectativas de inflação formadas pelos agentes econômicos continuaram a apresentar melhora para os anos de 2025 e 2026, mas esse movimento perdeu força nas projeções mais longas, permanecendo estável em 2027 e 2028. No horizonte relevante da política monetária, o segundo trimestre de 2027, a expectativa recuou de 4,0% para 3,9%.

Já a projeção de inflação elaborada pelo próprio comitê para esse mesmo horizonte desacelerou levemente para 3,2%, ainda acima da meta, influenciada por uma apreciação cambial acumulada nos últimos 45 dias e pela queda nos preços das commodities. A análise aguarda agora a divulgação da ata da reunião e do relatório trimestral de política monetária, que devem trazer mais detalhes sobre a função de reação e a leitura do colegiado sobre a economia. Até lá, a avaliação mantém o cenário de que um ciclo de cortes de juros deve ocorrer apenas a partir do segundo trimestre de 2026.
 

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