Justiça italiana prende 9 suspeitos no caso Parmalat
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Agronegócio

Justiça italiana prende 9 suspeitos no caso Parmalat

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Mais três suspeitos de estarem envolvidos no escândalo de fraude do grupo Parmalat foram presos nesta quarta-feira, elevando para nove o número de detidos pela Justiça italiana, informou uma fonte à Reuters. Mais cedo, outra fonte informou que haviam sido presas seis pessoas. Entre os presos estão os ex-diretores financeiros da Parmalat e dois executivos de uma companhia de auditoria afiliada do grupo.

O fundador e ex-presidente do grupo italiano, Calisto Tanzi, foi detido na sexta-feira e as investigações intensificadas. Segundo órgãos reguladores americanos, o caso Parmalat é a "fraude financeira mais descarada da história". A Justiça italiana interrogou Tanzi na terça-feira, seu filho e sua sobrinha, depois que o patriarca confessou ter desviado centenas de milhões de euros do grupo controlado pela sua família.

A Justiça italiana acredita que Tanzi desviava dinheiro do oitavo maior grupo da Itália há anos, o que causou a sua insolvência por dívidas fiscais estimadas entre 10 e 13 bilhões de euros (12,5 e 16,2 bilhões de dólares). Tanzi disse aos investigadores na segunda-feira que desviou cerca de 500 milhões de euros da Parmalat e outras empresas, entre elas a Parmatour, uma companhia de turismo dirigida pela família. Confessou porém que a fraude contábil chega a 8 bilhões de dólares.

"Agora teremos que analisar o fluxo de caixa (das companhias) uma por uma para ver como entrou, como saiu e até onde foi", disse a jornalistas o advogado de Tanzi, Fabio Belloni.


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