A Kepler Weber já aceita encomendas de sistemas de armazenagens para a fábrica que está terminando de ser construída em Campo Grande (MS). A unidade será oficialmente inaugurada dia 19 de outubro e a produção comercial tem início marcado para dezembro. O presidente da empresa, Othon d’Eça Cals de Abreu, diz que a capacidade de produção da planta, que irá crescendo mês a mês, já está tomada até março.
A nova fábrica, projetada para transformar 50 mil toneladas de aço por ano, deve estar operando com todo o potencial apenas em 2006. Para exemplificar a evolução de atividade, Abreu acredita que em janeiro o nível de atividade demande 200 toneladas, passando para 300 toneladas em fevereiro e assim irá acelerando a produção no decorrer do ano. Ao final de 2005, a unidade poderá já ter transformado pelo menos 25 mil toneladas de aço, o que representaria um aumento de 50% na produção atual da Kepler Weber.
A empresa, maior fabricante de sistemas de armazenagem de grãos da América Latina, transforma hoje 50 mil toneladas de aço por ano em sua fábrica de Panambi, no Noroeste gaúcho. "A unidade de Campo Grande vai atender o Centro Oeste, maior fronteira agrícola do País, e Panambi fica com o Sul, São Paulo e Minas Gerais", explica. Abreu ressalta que 90% da produção no Mato Grosso do Sul será de sistemas de armazenagens.
Na fábrica gaúcha, além de sistemas de armazenagens (hoje 50% da produção), serão montados produtos de maior valor agregado, como terminais portuários, máquinas de limpeza de grãos e estruturas metálicas para sistemas elétricos e de telecomunicações. Ele salienta que, na planta de Panambi, a produção também está tomada até março. Outra vantagem com as duas unidades, diz o presidente da Kepler Weber, será a redução de 120 para 45 dias no prazo de entrega dos pedidos aos clientes.
Demanda aquecida
Para se ter uma idéia de quanto está aquecida a demanda por sistemas de armazenagens no País, basta lembrar que, em 2003, a Kepler Weber teve uma receita bruta de R$ 361,1 milhões e, no mesmo ano, teve de rejeitar R$ 344 milhões em pedidos por não contar com capacidade industrial para atende-los em tempo hábil. Grande parte desses pedidos, lembra Abreu, era de clientes da empresa no exterior, já que a empresa tem por filosofia atender em primeiro lugar atender o mercado interno.
Abreu, prevê a continuidade do déficit de armazenagem no País por longos anos. Mas garante que apesar disso, é cedo para pensar em uma terceira fábrica ou em investimento para ampliar as plantas existentes. "Não podemos dar um passo maior do que as pernas", diz, explicando a precaução.
Na unidade de Campo Grande, que irá dobrar a produção total da Kepler Weber, serão aplicados cerca de R$ 105 milhões em três anos.
A empresa também investiu cerca de R$ 1 milhão na construção de 100 casas populares e um centro comunitário no chamado Núcleo Residencial Tuiuiú. Para atualização da planta de Panambi foram destinados outros R$ 17 milhões.
A Kelper Weber encerrou o primeiro semestre com um faturamento bruto de R$ 184,2 milhões, resultado 30% superior ao mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2004, Abreu destaca o desempenho das exportações, responsáveis normalmente por 18% da receita, mas que no semestre inicial subiram para 38%. O presidente da Kepler Weber diz que isso foi possível aproveitando meses como maio e junho, quando a demanda interna é menor.
Torres metálicas
Nas exportações, um negócio de destaque foi a venda de 460 torres metálicas para a Techint, no México. O negócio foi avaliado em US$ 4,8 milhões. As entregas começaram em agosto e se encerram em novembro. Foi a primeira exportação de torres metálicas da Kepler Weber, começou a atuar neste setor em 2002, quando inaugurou uma galvânica em Panambi.