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Limão tahiti de Jaíba (MG) é sucesso na Europa

A fruta azeda tem gerado doces negócios para as famílias do polígono da seca


Em Jaíba, no norte de Minas Gerais, os agricultores também estão animados com o crescimento da exportação. O limão tahiti produzido na região é sucesso na Europa. Eles chegam a enviar mais de mil toneladas do produto por ano. A fruta azeda tem gerado doces negócios para as famílias do polígono da seca.


Por toda a parte plantações de limão a perder de vista. A lima acida tahiti ou limão tahiti é considerada uma preciosidade e é bem de perto que a produtora Mônica Slob cuida da lavoura. Na área irrigada de 110 hectares a colheita não pára. Trinta e seis trabalhadores selecionam os frutos que vão tirar dos pés. Todos trabalham com uma espécie de argola para padronizar o tamanho do limão. Tantos cuidados são para atender as exigências do mercado externo. Setenta por cento das frutas colhidas vão direto para a Europa.

“No mercado externo é tudo quanto à cor, tamanho e qualidade. Se você não fizer isso, eles não vão te aceitar mais. Então, você já saiu fora do mercado. Se você está cortado, não vende mais”, contou Mônica.

A Europa paga o equivalente a R$ 16,00 por caixa. É o dobro pago pelo mercado interno.

O limão da Jaíba conquistou o mercado externo há quatro anos, quando 15 produtores rurais investiram numa área de 500 hectares. Hoje, a área dobrou. O número de produtores chega a 200 e eles conseguem exportar para a Europa por ano uma média de mil toneladas da fruta.


Para organizar os negócios foi criada a Aslim, a Associação dos Produtores de Limão da Jaíba. Quinze associados beneficiam os frutos no packing house ou casa de empacotamento. Por semana, saem do lugar 22 toneladas de limão para o mercado interno e 42 para o mercado externo. Em dez meses de funcionamento, a central comercializou para o mercado externo 227 mil caixas de limão.

“A gente tem contratado várias pessoas. São muitas pessoas trabalhando no processo e acima de tudo a confiança, a credibilidade e mais incentivo para o produtor continuar trabalhando e vivendo no campo”, disse Alison Ramos, presidente da Aslim.
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