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Lixo agrícola invade o Brasil

Rovagnelli diz que é preciso responsabilizar quem importa “lixo” para ser distribuído em nosso país como alimento


Em sua mais recente coluna, Roberto Ivan Rovagnelli fala sobre um episódio ocorrido no último dia 17, quando chegou ao Porto de Santos um navio carregado com trigo supostamente contaminado por uma toxina nociva aos seres humanos.

O fungo Fusarium sp. pode ainda apresentar uma ameaça à agricultura brasileira. De acordo com o Manual de Fitopatologia (Kinati etal.,1997), o fungo tem ocorrência generalizada nos solos brasileiros e pode também ser veiculado pelas sementes. Os principais sintomas da doença são amarelecimento, murcha, podridão e morte das plantas. A infecção isolada por uma única espécie é esporádica, pois geralmente este organismo faz parte de um complexo de patógenos causadores dessas doenças.

Os sintomas podem ser identificados por:

RAÍZES / CAULE: Fusarium sp. provoca obstrução da passagem da seiva, causando murcha e descoloração dos feixes vasculares e podridão.

SEMENTES: O fungo pode causar podridão de ginóforos, vagens e sementes. A morte de sementes e o tombamento causados por Fusarium spp. ocorrem principalmente sob condições desfavoráveis à emergência, como baixa temperatura, excesso ou escassez de umidade, mau preparo do solo, etc. Esses fatores retardam a emergência, deixando a semente exposta ao patógeno por um período mais longo.

A doença ocorre em solos com umidade elevada e temperatura de 20 a 280C, com o ótimo em torno de 250C. Este fungo é um parasita facultativo e sobrevive, principalmente, na forma de clamidósporos em restos de cultura e no solo.

Para o controle, recomendam-se: rotação de culturas com plantas não-hospedeiras; remoção e eliminação de plantas doentes e de restos de cultura infectados; desinfestação física ou química do solo empregado na sementeira ou para a obtenção de mudas; uso de sementes sadias; plantio de cultivares resistentes. (Fonte: Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários - AGROFIT – do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Rovagnelli diz que é preciso responsabilizar quem importa “lixo” para ser distribuído em nosso país como alimento. “O que justifica o Brasil aceitar a importação de produtos agrícolas (lixos rejeitados por outros) em um País como o nosso que è auto-suficiente na produção agrícola de qualquer tipo de produto?”, questiona.
 
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