Mandioca tem boa qualidade e mercado ativo
Produtores protegem ramas contra geadas
Foto: Canva
A colheita da mandioca segue em ritmo intenso em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, impulsionada pela demanda do mercado e pelas condições climáticas favoráveis à cultura. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, que também aponta desafios pontuais relacionados ao excesso de umidade em algumas áreas produtoras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os cultivos estão na fase final de desenvolvimento vegetativo e a colheita segue em andamento. Conforme o levantamento, o volume de raízes colhidas apresenta leve redução em relação ao esperado. A sequência de dias com solo úmido tem provocado apodrecimento de raízes em áreas mais adensadas e com menor drenagem. Paralelamente, os agricultores trabalham na preservação das ramas, buscando protegê-las dos efeitos das geadas.
Na região de Soledade, a colheita permanece intensa e é favorecida pela maior procura típica desta época do ano. Segundo a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas têm contribuído para ampliar a janela de colheita e preservar a qualidade do produto. Os produtores também mantêm os cuidados com a proteção das manivas. A comercialização segue aquecida tanto nos mercados locais quanto na Central de Abastecimento (Ceasa).
Em Cruzeiro do Sul, na região administrativa de Lajeado, a cultura atravessa o período de maior volume de colheita e comercialização. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sanidade adequada e produtividade média de 15 toneladas por hectare. O preço pago ao produtor pela caixa de 22 quilos está em R$ 25,00, com expectativa de valorização nos próximos dias devido aos preços elevados da batata, produto que concorre diretamente com a mandioca no consumo. Apesar desse cenário, os produtores enfrentam dificuldades para comercializar a produção na Ceasa de Porto Alegre.