Manejo de restevas desafia custos na produção de arroz
A escolha varia conforme a realidade de cada unidade produtiva
A escolha varia conforme a realidade de cada unidade produtiva - Foto: Canva
O manejo das restevas de arroz no período de pousio é uma decisão que pode influenciar os custos e o equilíbrio econômico das propriedades na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Segundo Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, mesmo em um cenário de baixas cotações do arroz, parte dos produtores ainda mantém práticas semelhantes às adotadas em períodos de preços mais favoráveis.
A preocupação está principalmente no peso de combustível e manutenção de máquinas e equipamentos, apontados como itens de forte impacto no custo de produção. Em algumas situações, a tentativa de otimizar o uso das máquinas e da mão de obra leva à antecipação de processos da safra seguinte, inclusive sob condições limitantes para a atividade.
A definição do melhor manejo também depende da relação entre produtores e proprietários das áreas. Como muitas unidades de produção são de terceiros, nem sempre há interesse do dono da terra em investir na formação de pastagens sobre as restevas. Nesse contexto, uma alternativa é incorporar a resteva durante o intervalo até a próxima safra. Há ainda casos em que o proprietário condiciona a parceria à repetição do cultivo de arroz na mesma área por mais de um ano consecutivo.
Por outro lado, produtores que alternam as áreas cultivadas a cada ano podem aproveitar a resteva com azevém implantado em cobertura e destinado ao pastejo da pecuária. Esse sistema permite realizar o preparo de verão quando as condições do solo forem mais adequadas.
A escolha varia conforme a realidade de cada unidade produtiva. As diferenças de manejo aparecem diretamente nas despesas com combustível e manutenção, reforçando a necessidade de avaliar o uso da resteva de acordo com a estrutura e as condições de cada propriedade.