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Manejo do solo vira estratégia na cana

O encontro também abordou ganhos potenciais com manejo mais estruturado


O encontro também abordou ganhos potenciais com manejo mais estruturado O encontro também abordou ganhos potenciais com manejo mais estruturado - Foto: Pixabay

Com custos elevados e preços em queda, a eficiência no manejo do solo ganha peso na rentabilidade da cana-de-açúcar. O custo operacional médio está em cerca de R$ 175 por tonelada, segundo leitura apresentada pelo economista Glauber dos Santos, do Pecege Consultoria e Projetos, em encontro técnico realizado em Piracicaba. A análise também apontou tendência de recuperação da produtividade para a safra 2026/27.Com custos elevados e preços em queda, a eficiência no manejo do solo ganha peso na rentabilidade da cana-de-açúcar. O custo operacional médio está em cerca de R$ 175 por tonelada, segundo leitura apresentada pelo economista Glauber dos Santos, do Pecege Consultoria e Projetos, em encontro técnico realizado em Piracicaba. A análise também apontou tendência de recuperação da produtividade para a safra 2026/27

Realizado pela Allterra em parceria com a Novello Agronegócios, o evento reuniu especialistas e produtores para discutir caminhos para ampliar a eficiência produtiva. Dados apresentados indicam que as operações concentram 52% do custo agrícola, seguidas por insumos, com 25%, e arrendamento, com 17%. Nesse contexto, decisões mais precisas sobre uso de insumos, planejamento produtivo e acompanhamento de indicadores do solo passam a influenciar diretamente as margens no campo.

“Antes, a gente trabalhava muito mais com base na experiência. Hoje, com mais informação sobre o solo, fica mais claro onde investir e como direcionar melhor os recursos”, afirma Renan Alecio, gerente agrícola da Novello Agronegócios.

O encontro também abordou ganhos potenciais com manejo mais estruturado do solo, incluindo o uso da biotecnologia Microgeo, da Allterra, além da importância da escolha correta da variedade de cana. Em apresentação do Instituto Agronômico, Daniel Nunes destacou fatores como tipo de solo, clima e características da região produtiva, além do investimento em mudas de qualidade. A avaliação reforçou que, diante da pressão sobre custos, o solo passa a ser tratado como ativo estratégico para a sustentabilidade econômica da atividade.
 

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