Maracujá mais rentável
Em Jaguaré, Espírito Santo, pequenos agricultores se unem em uma cooperativa para melhorar a renda com o cultivo do maracujá
Pequenos produtores rurais de Jaguaré, no norte do Espírito Santo, investem no cultivo do maracujá. Com 70% da venda garantida para uma indústria de polpas, a fruta ganha espaço no município.
Há 15 anos, o agricultor Irineu Mosquem plantou a primeira lavoura de maracujá, mas a experiência foi ruim. O alto custo e a incerteza no preço acabaram com os planos do produtor. Seu Irineu tinha desistido da atividade, mas, há dois anos, nasceu uma cooperativa de produtores rurais no município. O agricultor resolveu investir de novo no plantio da fruta e não tem do que reclamar.
“O preço ficou do maracujá ficou bom e isso facilitou muita coisa. Os financiamentos, facilitou bastante”, diz.
Os produtores rurais do município de Jaguaré resolveram se unir para ampliar a produção de maracujá. O agricultor Wellington sempre cultivou café, mas resolveu investir no maracujá e não se arrependeu.
“A gente tem a garantia de quanto a gente vai vender nosso produto. Hoje, você começa a trabalhar, a implantar uma lavoura e já sabe por quanto vai vender o seu produto. Você não fica mais à mercê, na mão dos atravessadores”, conta.
Um dos motivos do sucesso da cooperativa é a organização: caminhão próprio e caixas para colheita facilitam a vida do produtor. O que é melhor: 70% da produção já tem destino garantido, pois a cooperativa assinou contrato com uma grande empresa de polpas de frutas.
“Você garante, em toda a cadeia, segurança para que o produtor possa trabalhar, a longo prazo, o plantio do maracujá e nós possamos ter a garantia da continuidade do fornecimento da fruta por um período maior", afirma o presidente da cooperativa, Vander Bonicenha.
O Espírito Santo é o terceiro maior produtor nacional de maracujá. Fica atrás da Bahia e do Ceará.