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Margem do esmagamento de soja cai 11,97% em Mato Grosso

Biocombustíveis aquecem demanda e sustentam esmagamento


Foto: Pixabay

O preço da soja em Mato Grosso voltou a subir em agosto de 2026 e pressionou a margem bruta de esmagamento das indústrias processadoras do estado. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem recuou 11,97% em relação a julho, para uma média de R$ 383,31 por tonelada, o menor nível para o mês nos últimos três anos. O movimento ocorreu em meio à valorização da saca de soja no estado. Em agosto, o grão foi negociado, em média, a R$ 130,88 por saca, alta de R$ 13,58 por saca, ou 11,58%, ante julho.

Segundo dados divulgados pelo Imea, a alta dos preços ocorre em um período de entressafra e também acompanha a valorização das cotações internacionais, diante das preocupações relacionadas à safra 2026/27 dos Estados Unidos. A elevação do custo da matéria-prima reduziu a margem obtida pelas indústrias no processamento da oleaginosa. Com a soja mais valorizada, o esmagamento passou a operar com uma margem bruta menor em agosto. Apesar do cenário de margens industriais mais apertadas, o esmagamento de soja em Mato Grosso continua em ritmo elevado em 2026.

Segundo dados divulgados pelo Imea, o estado acumulou 8,26 milhões de toneladas esmagadas entre janeiro e julho, alta de 4,62% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho representa um recorde para o processamento no período e ocorre principalmente em função da demanda aquecida do setor de biocombustíveis.

A força do mercado interno tem ampliado a necessidade de processamento da soja dentro do próprio estado. Mesmo com as margens das indústrias pressionadas pela valorização do grão, a demanda pelos produtos resultantes do esmagamento permanece elevada.

Esse cenário também interfere na dinâmica dos embarques. Segundo dados divulgados pelo Imea, embora as exportações de soja ainda apresentem bons volumes, o fortalecimento da demanda interna em Mato Grosso tem limitado volumes mais expressivos de embarques do grão. A combinação entre preços mais altos da soja e demanda interna aquecida cria um cenário de atenção para as indústrias processadoras. De um lado, a valorização da matéria-prima reduz a margem bruta de esmagamento; de outro, o mercado de biocombustíveis sustenta a atividade industrial.

Em agosto, a margem média de R$ 383,31 por tonelada ficou 11,97% abaixo do registrado em julho. Segundo dados divulgados pelo Imea, esse foi o menor nível para o período dos últimos três anos. Ao mesmo tempo, a soja fechou agosto com preço médio de R$ 130,88 por saca em Mato Grosso, avanço de 11,58% em apenas um mês.

A valorização do grão ocorre em um momento de entressafra e em meio à reação das cotações internacionais às preocupações com a safra norte-americana de 2026/27. Mesmo diante da pressão sobre as margens, o processamento segue crescendo. O acumulado de 8,26 milhões de toneladas entre janeiro e julho representa aumento de 4,62% sobre o mesmo intervalo de 2025.

Segundo dados divulgados pelo Imea, a expansão é impulsionada pela demanda aquecida do setor de biocombustíveis, que fortalece o mercado interno de Mato Grosso. Com isso, a dinâmica da soja no estado passa a ser marcada por dois movimentos simultâneos: a valorização do grão reduz a margem das indústrias, enquanto a demanda interna mantém o esmagamento em níveis recordes.

Esse fortalecimento do processamento também reduz o espaço para uma expansão mais expressiva dos embarques da soja em grão, apesar dos bons volumes ainda registrados nas exportações.

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