Mato Grosso lidera a venda de defensivos no país
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Agronegócio

Mato Grosso lidera a venda de defensivos no país

O estado é seguido por SP (15%), PR (14%), RS (11%), GO (10%) e MG (9%)
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O clima quente e úmido e a predominância do cultivo de soja fazem de Mato Grosso campeão nacional na venda de defensivos agrícolas do país, com uma participação de 20%. O Estado é seguido por São Paulo (15%), Paraná (14%), Rio Grande do Sul (11%), Goiás (10%) e Minas Gerais (9%), segundo estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Neste ano, a previsão é que sejam movimentados US$ 1,2 bilhão com a comercialização desses insumos em território mato-grossense, volume 10% superior ao do ano passado. O mercado de defensivos agrícolas no Brasil, em 2009, gerou US$ 6,6 bilhões – cerca de R$ 12,9 bilhões –, 7% a menos que 2008. Para este ano, porém, a previsão é de vendas superiores. A maior parte das entregas dos produtos acontece neste segundo semestre, mais próximo da época de plantio da soja, milho, algodão e arroz, realizado no Estado a partir de agosto.

De toda comercialização de defensivos, 50% são realizadas por revendas, 26% por vendas diretas e 24% por cooperativas, conforme o Sindag. Mas, de acordo com o gerente de agronegócio da empresa Agroamazônia, Paulo Lima, as vendas diretas pelas multinacionais estão aumentando no Estado e hoje já respondem por 50% do total desses insumos.

“O produtor não quer acumular os produtos na propriedade, porque não tem estrutura muito segura para armazenar”, acrescenta. Atualmente, as indústrias de defensivos realizam 57% dos financiamentos, com 183 dias de prazo para quitação. Lima lembra que a maior utilização desses insumos pelos produtores mato-grossenses está relacionada ao aumento de área cultivada de soja e algodão e ao maior uso de tecnologia de cultivo.

Variedade - No Brasil são ofertados mais de 1,5 mil produtos comerciais, entre herbicidas, inseticidas, fungicidas, etc, com expansão dos genéricos. A soja requer 48% da utilização desses insumos, seguida do milho (11%), cana-de-açúcar (8%) e algodão (7%). Os defensivos ajudam a prevenir a incidência de ferrugem na soja, lagarta-do-cartucho e manchas foliares no milho e também manchas foliares e bicudo no algodão.

Quarenta por cento dos danos causados à produção vegetal são provocados pelas pragas da lavoura, especialmente em regiões de clima tropical. “Nos Estados Unidos o gelo protege um pouco mais essas plantações”, observa a analista de grãos do Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea-MT), Maria Amélia Tirloni. Ela acrescenta que o cumprimento do período de vazio sanitário para plantio da soja no Estado ajuda a reduzir a utilização de defensivos. O gasto médio com esses produtos em Mato Grosso, segundo o Imea-MT, chega a R$ 387,86 por hectare no sudeste, na região de Campo Verde, e a R$ 270,17/ha no médio-norte, na região de Sorriso.


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