Medo no campo faz preço do milho reagir
Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado
Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado - Foto: Pixabay
O mercado de milho iniciou a semana com movimentações distintas entre os segmentos futuro e físico, refletindo fatores climáticos e dinâmicas de oferta e demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela preocupação com o clima em importantes regiões produtoras do Brasil.
Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado. Dados do Cepea indicam quedas intensas nos preços ao longo da última semana, influenciadas pelo aumento da oferta e pela atuação mais cautelosa dos compradores. A desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para o recuo das cotações, ao reduzir a paridade de exportação. Na parcial de abril até o dia 16, o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou queda de 4,8%, retornando aos níveis observados em janeiro.
Esse ambiente tem levado consumidores a negociar de forma pontual, priorizando a recomposição de estoques apenas quando necessário ou diante de preços mais baixos. Do lado dos vendedores, há maior flexibilidade, mas ainda com dificuldade na comercialização de grandes volumes. O mercado segue atento ao avanço da colheita da safra de verão e às condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra.
Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, com alta diária de R$ 1,89. O contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 67,88, com ganho de R$ 1,01 no dia, enquanto setembro de 2026 foi cotado a R$ 69,87, avançando R$ 1,58.
No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também registraram alta, sustentados pela boa demanda pelo milho dos Estados Unidos. O contrato para maio subiu 0,72%, enquanto o de julho avançou 0,60%. O movimento foi impulsionado por inspeções de embarque que somaram 1,66 milhão de toneladas na semana, em alta de 2,89%. O mercado mantém foco nas metas de exportação, enquanto no Brasil persiste a necessidade de chuvas no Mato Grosso até meados de maio para garantir o potencial produtivo da safrinha.