CI

Mercado abre misto para commodities agrícolas

No trigo, os contratos em Chicago voltaram a subir


No trigo, os contratos em Chicago voltaram a subir No trigo, os contratos em Chicago voltaram a subir - Foto: Seane Lennon

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos distintos, refletindo clima, demanda internacional, ritmo de plantio e fatores geopolíticos. Segundo a TF Agroeconômica, as tendências de abertura desta terça-feira indicam alta para trigo e milho, enquanto a soja recua levemente após ganhos recentes.

No trigo, os contratos em Chicago voltaram a subir, sustentados pelas más condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos e pela previsão de chuvas escassas nas Grandes Planícies do Sul. O USDA manteve em 30% a parcela do trigo de inverno em boas ou excelentes condições, abaixo dos 49% registrados no mesmo período do ano passado. No Kansas, principal estado produtor, a avaliação caiu para 23%, ante 47% em 2025. O plantio do trigo de primavera também segue abaixo do esperado pelos operadores, com 19% da área semeada. A compra de quase 1 milhão de toneladas pela Arábia Saudita reforça a sustentação dos preços internacionais, especialmente para o trigo do Mar Negro com 12,5% de proteína.

Na soja, os futuros operam em leve baixa, em movimento de realização de lucros depois da valorização da sessão anterior. O plantio norte-americano avançou para 23% da área, acima da média de cinco anos, que é de 12%. As boas condições climáticas e a umidade do solo reforçam a expectativa de oferta ampla na safra 2026/27. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue no radar, com interesse de Egito, Malásia, Chile e Europa por soja ou farelo. A possibilidade de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping também alimenta expectativas sobre compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos.

No milho, Chicago avança com o suporte de vários dias sem chuva no Meio-Oeste, cenário que pode ampliar o déficit hídrico na principal região produtora norte-americana. O USDA informou que o plantio chegou a 25% da área projetada, acima da média de cinco anos. No Brasil, a Conab apontou que a colheita do milho de verão alcançou 62% da área apta. Entre os indicadores, o dólar recua no mercado brasileiro, enquanto a alta do petróleo favorece soja e milho.
 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7