Mercado da soja acompanha encontro internacional
O contrato de maio fechou em alta de 0,46%
O contrato de maio fechou em alta de 0,46% - Foto: Canva
A soja encerrou a segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um pregão marcado por expectativas em torno da reunião entre Estados Unidos e China e por ajustes no mercado de derivados. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento foi sustentado pelo chamado “efeito cúpula”, com agentes apostando que o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping possa resultar em compras expressivas pela China, que assumiu compromisso de importar 25 milhões de toneladas anuais.
O contrato de maio fechou em alta de 0,46%, ou 5,50 cents por bushel, a US$ 1199,75. Julho avançou 0,41%, ou 5,00 cents por bushel, para US$ 1213,00. Entre os derivados, o farelo de soja para julho subiu 1,60%, a US$ 324,8 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,78%, a US$ 73,74.
Além do cenário externo, o mercado acompanha as condições climáticas nos Estados Unidos. A previsão de chuvas leves nos estados produtores pode favorecer o avanço do plantio, mas também mantém no radar a possibilidade de déficit hídrico na etapa inicial. A semana ainda concentra atenção sobre os dados do NOPA, relativos ao esmagamento, e do WASDE, de oferta e demanda.
No Brasil, o mercado físico teve comportamento distinto entre praças. Em São Francisco, a saca ficou em R$ 129,00. No Paraná, Paranaguá subiu 1,56%, para R$ 128,00, enquanto produtores mantêm postura cautelosa e aguardam dólar acima de R$ 4,89 para vender. No interior, Cascavel e Maringá ficaram em R$ 118,00, e Ponta Grossa e Pato Branco em R$ 117,00.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita chegou a 99,8%, mas o déficit de armazenagem superior a 11 milhões de toneladas limita a capacidade de retenção dos produtores. Em Mato Grosso, a colheita foi concluída, e o setor já avalia a próxima safra, com projeção de queda de 5,19% na produção diante do risco de El Niño e custos mais elevados.