Mercado da soja muda de direção
No Brasil, o ritmo da colheita segue desigual entre os estados
No Brasil, o ritmo da colheita segue desigual entre os estados - Foto: Canva
O mercado da soja registrou leve valorização nos contratos internacionais, influenciado por fatores geopolíticos e expectativas regulatórias no setor de biocombustíveis. De acordo com a TF Agroeconômica , os preços avançaram com suporte de indicadores de demanda e sinais de mudança nas políticas energéticas dos Estados Unidos.
Na Bolsa de Chicago, o contrato para maio fechou em alta de 0,19%, enquanto julho subiu 0,21%. O movimento foi sustentado pelo alívio nas tensões no Oriente Médio e pela sinalização de novas metas para biodiesel, além de inspeções de exportação que somaram 1,10 milhão de toneladas, com forte participação da China.
No Brasil, o ritmo da colheita segue desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, apenas 5% da área foi colhida, com produtividade afetada pela estiagem e queda estimada em 9,7%. A menor oferta sustenta preços elevados em praças locais, mesmo com avanço lento dos trabalhos no campo.
Em Santa Catarina, a produção projetada em 3 milhões de toneladas garante o abastecimento interno, embora o custo do frete de milho pressione a cadeia de proteínas animais. Já no Paraná, eventos climáticos severos elevaram os custos de produção e travaram as negociações, diante da incerteza sobre a rentabilidade.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul enfrenta entraves logísticos e comercialização lenta, enquanto o Mato Grosso praticamente encerrou a colheita com recorde de produção e plantio completo da safrinha. Apesar do volume elevado, os custos de transporte continuam limitando a competitividade do produtor. O Extremo Oeste Baiano sustenta
preços firmes no mercado físico, com a saca de soja comercializando-se em patamar competitivo que reflete a vantagem logística da região em relação ao coração do Centro-Oeste brasileiro.