Mercado de bioinsumos podem alcançar US$ 45 bilhões até 2032
Indústria de bioinsumos busca escalabilidade e segurança jurídica
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O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025 e segue em trajetória de expansão. Dados da CropLife Brasil, com base no CropData, apontam que, no cenário global, o segmento pode alcançar cerca de US$ 45 bilhões até 2032, caso mantenha um crescimento anual entre 13% e 14%. Para sustentar esse avanço, especialistas defendem a ampliação da capacidade produtiva e a consolidação de um ambiente de negócios com segurança jurídica e previsibilidade.
O crescimento do setor ocorre paralelamente à implementação do marco legal dos bioinsumos no Brasil. A Lei nº 15.070/2024 estabelece regras para a produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização e pesquisa de produtos destinados às atividades agrícola, pecuária, aquícola e florestal. Parte da aplicação da legislação, no entanto, ainda depende da regulamentação e da publicação de normas complementares.
Entre os principais temas em discussão estão os critérios para registro de produtos, a produção para uso próprio, conhecida como on-farm, os mecanismos de fiscalização e as questões relacionadas à propriedade intelectual, assuntos que mobilizam empresas, produtores, pesquisadores e órgãos públicos.
Para o engenheiro agrônomo Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby Feiras e Eventos e responsável pela organização do III Fórum de Bioinsumos no Agro, a regulamentação será decisiva para manter o ritmo de crescimento do mercado. “A lei cria uma base importante para dar previsibilidade ao mercado. Agora, é necessário avançar na regulamentação para assegurar qualidade, rastreabilidade e segurança, sem comprometer a inovação e a expansão das tecnologias biológicas”, afirma.
Os desdobramentos da Lei nº 15.070/2024, seus impactos sobre a cadeia produtiva e os próximos passos para a expansão do mercado estarão entre os temas do III Fórum de Bioinsumos no Agro, marcado para 18 de agosto, no Auditório da Ocesp, em São Paulo.
O evento contará com o apoio de entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e à pesquisa, entre elas a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Abisolo, a CropLife Brasil, a FGVAgro, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a Fiesp, o Insper, a Rede ILPF, o Sebrae SP, o Sindicafé-SP, o Sindirações, o Sindiveg, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e a UDOP (União Nacional da Bioenergia).