Mercado de milho busca equilíbrio em meio à colheita
As cotações seguem encontrando resistência para se manter acima de R$ 70,00 por saca
As cotações seguem encontrando resistência para se manter acima de R$ 70,00 por saca - Foto: Pixabay
O mercado de milho apresentou movimentações contidas ao longo da semana, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda tanto no ambiente doméstico quanto no externo. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na B3 encerraram a sexta-feira em baixa, apesar de a média semanal indicar desempenho majoritariamente positivo entre os vencimentos.
As cotações seguem encontrando resistência para se manter acima de R$ 70,00 por saca, ao mesmo tempo em que demonstram sustentação próxima de R$ 68,00. Esse comportamento lateralizado reflete a busca do mercado por novos lotes em um momento em que os produtores estão concentrados na colheita da safra de verão. A expectativa de maior disponibilidade do grão no curto prazo limita movimentos de alta mais expressivos, enquanto os vendedores evitam negociar a preços considerados menos atrativos.
No acumulado da semana, o cenário externo e cambial exerceu influência mista sobre os preços internos. Em Chicago, o milho registrou valorização de 0,47%, enquanto o dólar apresentou queda de 0,52% no período. Já a média Cepea avançou 1,03%, contribuindo para sustentar os preços no mercado brasileiro.
Entre os principais contratos da B3, o vencimento março de 2026 fechou a R$ 68,98, com queda diária e leve recuo no comparativo semanal. O contrato de maio de 2026 encerrou a R$ 69,12, acumulando alta na semana, enquanto julho de 2026 fechou a R$ 67,95, também com ganho semanal, apesar da baixa no dia.
No mercado internacional, o milho negociado na CBOT encerrou a sexta-feira em queda, pressionado por realização de lucros após três sessões consecutivas de alta. O desempenho semanal, no entanto, permaneceu positivo. A retração diária esteve associada à produção de etanol em níveis considerados baixos para os últimos três anos, fator que pesou sobre o sentimento dos investidores. As perdas foram parcialmente compensadas pelos dados de exportação dos Estados Unidos, que seguem mais de 31% acima do registrado na temporada anterior.