Mercado de milho segue lento no Sul
Em Santa Catarina, o mercado também segue parado
Em Santa Catarina, o mercado também segue parado - Foto: Canva
O mercado de milho no Sul do país e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e postura cautelosa dos compradores, apesar de movimentos localizados de sustentação ou recuperação nos preços. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário reflete oferta considerada confortável no curto prazo, estoques elevados em algumas regiões e demanda ainda seletiva.
No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lento, com compradores abastecidos e negócios restritos. As cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,18, alta semanal de 0,31%. A sustentação vem da oferta mais limitada em algumas regiões, da recomposição de estoques e da disputa por fretes, fatores que reduzem o espaço para quedas mais fortes. O dólar abaixo de R$ 5,00, porém, pressiona a paridade de exportação e reforça a cautela da demanda. Na safra 2025/26, a colheita chegou a 90% da área, ante 86% na semana anterior, ainda limitada pelas chuvas, principalmente na Metade Sul. A produtividade média segue em 7.424 quilos por hectare.
Em Santa Catarina, o mercado também segue parado. As indicações ficam próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto a demanda trabalha ao redor de R$ 65,00, mantendo o spot pouco movimentado. O descompasso entre pedidas e ofertas continua travando os negócios, mesmo com disponibilidade interna mais ajustada. No Planalto Norte, as negociações permanecem entre R$ 70,00 e R$ 75,00.
No Paraná, a pressão sobre os preços mantém o ritmo lento. As indicações giram perto de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda aparece em torno de R$ 60,00 CIF. Os preços ao produtor recuaram em regiões como Centro Oriental Paranaense, Oeste, Cascavel, Londrina, Guarapuava, Ponta Grossa e Umuarama.
Em Mato Grosso do Sul, houve recuperação nas cotações, entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca, com destaque para Maracaju. Ainda assim, a liquidez segue baixa. A bioenergia continua como apoio aos preços, mas a demanda curta limita avanços mais consistentes.