Mercado de milho tende à estabilização no curto prazo
Para os agricultores, a orientação é realizar vendas graduais
Para os agricultores, a orientação é realizar vendas graduais - Foto: Nadia Borges
O mercado de milho segue marcado pela ampla oferta e por sinais mistos no cenário internacional, exigindo cautela e planejamento na comercialização. A avaliação é da TF Agroeconômica, que recomenda aproveitar recuperações pontuais dos preços para distribuir as vendas ao longo do tempo e reduzir a exposição ao pico da safra.
Para os agricultores, a orientação é realizar vendas graduais da safrinha e evitar a concentração dos negócios em um único período. O avanço da colheita e a elevada disponibilidade interna tendem a limitar altas mais expressivas no curto prazo. Ao mesmo tempo, os relatórios do USDA e a evolução do clima nos Estados Unidos devem ser acompanhados, pois podem ampliar a volatilidade em julho.
As cooperativas devem intensificar a comercialização escalonada e aproveitar oportunidades de exportação enquanto o milho brasileiro mantiver competitividade no mercado internacional. Quando possível, o reforço da armazenagem pode reduzir a pressão de oferta durante o pico da colheita.
Para as cerealistas, a recomendação é manter cautela nas recompras e observar eventuais recuos em Chicago. O acompanhamento dos prêmios de exportação e do câmbio também ganha importância nas próximas semanas.
As indústrias podem usar a maior disponibilidade da safrinha para ampliar a cobertura de matéria-prima, com compras programadas de forma escalonada. A oferta elevada deve continuar limitando movimentos fortes de alta, embora perdas na Europa, recuperação parcial do petróleo, compras de fundos e atraso na colheita argentina ofereçam algum suporte.
No curto prazo, a tendência predominante é de estabilização. Chicago indica um piso próximo de US$ 4,20 por bushel, enquanto o mercado brasileiro apresenta recuperação moderada, sustentada principalmente pelas exportações.