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Mercado de petróleo enfrenta maior pressão

O estudo avalia riscos de gargalos em produtos refinados


O estudo avalia riscos de gargalos em produtos refinados O estudo avalia riscos de gargalos em produtos refinados - Foto: Pixabay

A pressão sobre os mercados globais de petróleo ampliou a preocupação com a disponibilidade física de derivados, especialmente em regiões mais dependentes de importações e com estoques reduzidos. Segundo análise da RaboResearch, do Rabobank, uma interrupção no Estreito de Hormuz por até três meses tende a provocar ajustes principalmente via preços, sem gerar escassez física imediata de derivados na Europa.

O estudo avalia riscos de gargalos em produtos refinados como gasolina, diesel, óleo combustível e querosene, a partir de um modelo parcial da cadeia internacional de petróleo. A instituição ressalta que o exercício indica os ajustes necessários para equilibrar oferta e demanda, mas não representa uma previsão dos níveis efetivos de estoques.

Na Europa, o risco de falta física de combustíveis é considerado baixo no cenário-base, em que os fluxos seriam retomados gradualmente após o fim de maio. Ainda assim, o impacto deve aparecer de forma mais intensa nos preços, sobretudo no querosene de aviação. Esse produto já mostra sinais de maior aperto, com reflexos em passagens aéreas mais caras e redução na frequência de voos.

Caso o fechamento do Estreito de Hormuz se prolongue por cerca de um ano, os estoques europeus tenderiam a ficar mais pressionados, tornando inevitável uma redução relevante da demanda, principalmente por querosene, nafta e óleo combustível. O relatório observa que isso não implica necessariamente escassez física, mas reforça a possibilidade de novas altas nos preços dos derivados.

A análise também aponta que a dor econômica viria por meio de preços mais elevados e mudanças nos padrões de consumo e comércio. Setores como aviação, logística, turismo, agricultura e algumas atividades industriais seriam mais afetados. Como a Holanda é importadora líquida de petróleo, a alta dos preços de importação também pioraria os termos de troca, com impacto sobre renda real e bem-estar.

Fora da Europa, partes da Ásia e da Oceania aparecem mais vulneráveis. A combinação de estoques menores, capacidade limitada de refino e maior dependência do Oriente Médio aumenta o risco de problemas de abastecimento. A disputa por cargas alternativas também pode reorganizar fluxos globais e reduzir volumes disponíveis no mercado spot.
 

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