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Mercado de terras teve ritmo moderado em 2025

Entre os destaques estão aquisições realizadas por grupos já presentes


Entre os destaques estão aquisições realizadas por grupos já presentes nas propriedades Entre os destaques estão aquisições realizadas por grupos já presentes nas propriedades - Foto: Pixabay

O mercado institucional de terras no Brasil em 2025 apresentou ritmo moderado, com operações concentradas em movimentos estratégicos de consolidação e ajustes de portfólio. Levantamento da TF Agroeconômica indica que as principais transações do ano envolveram grandes áreas agrícolas e valores expressivos, ainda que em número reduzido de negócios.

Entre os destaques estão aquisições realizadas por grupos já presentes nas propriedades. Em março de 2025, a SLC anunciou a compra da Fazenda Paladino, em São Desidério, na Bahia, com 39.987 hectares, pelo valor de R$ 723 milhões. A área já era arrendada pela companhia desde 2021. No mesmo mês, a empresa também adquiriu a Fazenda Pamplona, em Unaí, Minas Gerais, com 7.835 hectares, por R$ 190 milhões, igualmente arrendada desde 2021. As duas propriedades pertenciam à Xingu Agri.

Outro movimento relevante foi a aquisição, pela Amaggi, de duas fazendas localizadas em Mato Grosso, anteriormente pertencentes à Proterra. As áreas somam 43 mil hectares, sendo 28,5 mil hectares agricultáveis, em uma transação estimada em R$ 1,8 bilhão, com pagamento à vista.

No sentido oposto, agentes financeiros tiveram participação predominante como vendedores. O FIAGRO RZEO11 anunciou a venda de um bloco de 20 fazendas no Tocantins, totalizando 39.240 hectares, pelo valor de R$ 468,9 milhões, sem divulgação do comprador. O FIAGRO RZTR11 também realizou vendas no mesmo estado, envolvendo áreas da Fazenda Clarão da Lua, que somam 5.770 hectares, por valores de R$ 18,5 milhões e R$ 108 milhões.

Outras operações incluíram a venda da Fazenda Preferência, em Baianópolis, na Bahia, com 17.799 hectares, por R$ 141,4 milhões, e a negociação de uma área de 560 hectares no Maranhão em modelo de sale and leaseback. O cenário reflete um ano de baixa atividade no mercado de capitais ligado ao agronegócio, com poucos lançamentos de FIAGROs e maior cautela dos investidores.
 

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