Mercado de trigo avança com cautela no Sul
Em Santa Catarina, os preços ao produtor subiram entre R$ 2 e R$ 3 por saca
Em Santa Catarina, os preços ao produtor subiram entre R$ 2 e R$ 3 por saca - Foto: Paulo kurtz/ Embrapa
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita, cautela dos vendedores e dificuldade dos compradores em fechar negócios nos níveis atuais de preço. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul os compradores oferecem entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto os vendedores pedem de R$ 1.400 a R$ 1.500, refletindo a menor disponibilidade do cereal e a expectativa de valores melhores.
Os moinhos gaúchos estariam abastecidos para setembro e parte de outubro, mas ainda precisam comprar um volume de segurança antes da entrada da nova safra. Na exportação, a oferta de R$ 1.270 por tonelada para dezembro, posto no porto, não atrai vendedores, mantendo os negócios parados. Já o trigo argentino chega a Canoas por cerca de R$ 1.586 por tonelada. Para a safra nova, os negócios seguem limitados, com aproximadamente 60 mil toneladas negociadas até agora e resistência dos produtores em antecipar vendas diante do risco climático. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 70 por saca.
Em Santa Catarina, os preços ao produtor subiram entre R$ 2 e R$ 3 por saca em algumas regiões, embora o mercado permaneça lento. O trigo para pão varia de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada, enquanto lotes branqueadores chegaram a R$ 1.500 FOB.
No Paraná, a demanda ganhou ritmo com a proximidade do fim do mês e a reposição de matéria-prima pelos moinhos. A safra velha gira em torno de R$ 1.500 CIF moinho, com poucas ofertas, enquanto a nova safra aparece a partir de R$ 1.450 FOB. A orientação é evitar vendas antecipadas do produto físico, diante do risco de entrega, e avaliar operações em Bolsa para fixação de preços.