O mercado de trigo no Sul do país segue com negociações lentas, compras seletivas e pouca disposição para acelerar os negócios. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário é marcado por operações e preocupação com a nova safra.
No Rio Grande do Sul, vendas de maior volume levaram os negócios da semana a cerca de 20 mil toneladas, sem caracterizar um mercado ativo. As indicações para trigo bom variam entre R$ 1.430 e R$ 1.450 dentro dos moinhos, enquanto o melhorador chega a R$ 1.500. Também houve operações FOB a R$ 1.350, com embarque em julho e pagamento no início de agosto. Julho está praticamente coberto, e parte dos compradores já olha para agosto. Entre os produtores, pesam os custos elevados, os preços achatados e os riscos do El Niño e de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste avaliam redução de até 40% na área, ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS estima produção de 2,2 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões a 4 milhões na safra anterior. Em Panambi, o balcão ficou em R$ 69 por saca.


