Mercado de trigo mantém ritmo lento no Sul
Em Santa Catarina, vendedores aguardam preços melhores
Em Santa Catarina, vendedores aguardam preços melhores - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país segue lento, com compras pontuais, menor procura pelo grão e pressão moderada sobre os preços. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul negociou cerca de 12 mil toneladas na semana, com poucos moinhos ativos. O trigo pão, que até 19 de junho era comercializado a R$ 1.350 por tonelada no interior, recuou para R$ 1.320 a R$ 1.330 na semana seguinte e chegou a R$ 1.300 para retirada em agosto, já que julho está coberto. A moagem permanece baixa diante da demanda enfraquecida por farinhas.
Para a próxima safra, produtores demonstram preocupação com custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e possibilidade de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste gaúcho citam redução de até 40% na área, ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS estima produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões a 4 milhões no ciclo anterior, com déficit provisório de 1,9 milhão de toneladas. Em Panambi, o balcão subiu para R$ 70,02 por saca.
Em Santa Catarina, vendedores aguardam preços melhores. Houve negociação de trigo gaúcho a R$ 1.350 por tonelada no tipo 1 e R$ 1.240 no tipo 2. A oferta local de trigo branco, a R$ 1.400, segue sem comprador. No balcão, os valores ficaram estáveis na maioria das praças, com alta em Chapecó para R$ 71.
No Paraná, os moinhos fazem compras de oportunidade e oferecem, em média, R$ 1.450 CIF. Parte do abastecimento vem do Paraguai, em busca de qualidade e volume. Nos Campos Gerais, foram negociadas entre 8 mil e 10 mil toneladas na semana. No Norte, os preços variam de R$ 1.520 a R$ 1.530 posto moinho. A safra nova segue sem negócios, com indicações próximas de R$ 1.400 CIF para agosto e setembro.