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Mercado de trigo mantém viés de alta no Sul

No Rio Grande do Sul, o mercado local mantém viés de alta


No Rio Grande do Sul, o mercado local mantém viés de alta No Rio Grande do Sul, o mercado local mantém viés de alta - Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta ajustada, compradores cautelosos e vendedores tentando sustentar preços mais altos nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a menor disponibilidade de trigo uruguaio tornou o produto argentino a alternativa mais viável para complementar o abastecimento dos moinhos gaúchos até a próxima safra.

No Rio Grande do Sul, o mercado local mantém viés de alta. Vendedores buscam R$ 1.350,00 por tonelada, com embarque entre maio e junho e pagamento no fim de junho. Compradores aceitam avaliar esse patamar, mas com embarque em julho e pagamento no fim de julho, ou para trigo melhorador. A demanda de maio já está totalmente coberta, enquanto junho teria cerca de 50% de cobertura, com os moinhos atentos apenas a oportunidades pontuais.

Para a safra nova, foram registrados negócios limitados a R$ 1.250,00 CIF porto e R$ 1.100,00 no interior, mas esses valores já não encontram aceitação. As negociações futuras somam cerca de 40 mil toneladas, considerando moinhos e exportação. A área plantada no Rio Grande do Sul deve cair 25% ou mais, enquanto o investimento em adubação pode recuar 60%. No balcão, o preço ao produtor subiu para R$ 63,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o ritmo continua lento, com a maior parte das ofertas vindo do Rio Grande do Sul. O trigo catarinense passou a ter preço mínimo de R$ 1.350,00 por tonelada FOB, para retirada e pagamento em 30 dias. No Paraná, as ofertas ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 no Sudoeste, enquanto o trigo gaúcho variou de R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 FOB. No balcão catarinense, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, e alta em Rio do Sul e São Miguel do Oeste.

No Paraná, os moinhos seguem abastecidos, e o mercado avança lentamente. Na região central, lotes foram negociados entre R$ 1.330,00 e R$ 1.350,00 FOB. No Norte, os negócios ocorreram entre R$ 1.380,00 e R$ 1.400,00 FOB, enquanto em Ponta Grossa giraram perto de R$ 1.380,00 FOB. Os moinhos indicam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.430,00 CIF, mas compradores resistem a novas altas. Para a safra nova paranaense, a ideia de compra está entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 FOB para setembro.
 

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