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Mercado de trigo no Sul segue lento e atento ao exterior

No Paraná, as negociações também avançam lentamente


No Paraná, as negociações também avançam lentamente No Paraná, as negociações também avançam lentamente - Foto: Canva

O mercado de trigo nos estados do Sul segue marcado por ritmo lento, diferença de competitividade entre origens e expectativa de mudanças ao longo dos próximos meses. Levantamento da TF Agroeconômica indica que, no Rio Grande do Sul, o trigo importado continua exercendo influência direta sobre a formação de preços, com destaque para produtos de países vizinhos.

No estado gaúcho, o trigo paraguaio, reconhecido pela boa qualidade, aparece como o mais competitivo em algumas regiões, especialmente no noroeste, seguido pelo uruguaio. Em relação ao trigo argentino, a diferença de preços gira em torno de R$ 120 por tonelada. O mercado doméstico permanece travado, com oferta de trigo importado considerada cara e de qualidade duvidosa, enquanto o produto argentino é ofertado a US$ 253 CIF Canoas, equivalente a R$ 1.358,61, e o trigo gaúcho a R$ 1.180 CIF. Com moagem reduzida em janeiro e fevereiro, os moinhos estão abastecidos, o que contribui para preços mais estáveis até março. A partir de abril, a expectativa é de leve recuperação, ainda cerca de 10% abaixo do valor do trigo argentino, condicionada à evolução dos preços externos e do câmbio. O preço da pedra ao produtor segue em R$ 54 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o trigo gaúcho chega aos moinhos do Leste do estado com preços mais baixos que as ofertas locais, variando entre R$ 1.230 e R$ 1.250 CIF, enquanto o trigo catarinense é pedido entre R$ 1.250 e R$ 1.300 FOB. No centro e oeste catarinense, o mercado segue calmo, com abastecimento direto dos produtores e cooperativas. Os preços de balcão apresentaram movimentos distintos entre as regiões, com valores entre R$ 60 e R$ 65 por saca.

No Paraná, as negociações também avançam lentamente. Com compras já realizadas para janeiro, os moinhos concentram-se em entregas e pagamentos nos próximos meses. Trigos gaúcho e paraguaio seguem competitivos, enquanto o argentino mantém boa aceitação, com preço ao redor de US$ 250 nacionalizado no porto. O trigo paraguaio, apesar da qualidade, enfrenta dificuldades logísticas.
 

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