Mercado de trigo segue lento e pressiona moinhos
Em Santa Catarina, a oferta de trigo local praticamente se encerrou
Em Santa Catarina, a oferta de trigo local praticamente se encerrou - Foto: Pixabay
O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, oferta restrita em algumas áreas e pressão sobre as margens da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, os negócios permanecem pontuais, enquanto moinhos reduzem o ritmo de moagem e alongam estoques diante da dificuldade de repassar custos às farinhas.
No Rio Grande do Sul, houve negócios para retirada em agosto e pagamento em setembro a R$ 1.300 por tonelada no interior, em média, enquanto o trigo melhorador alcançou R$ 1.350. As referências indicaram até R$ 1.460 por tonelada para trigo de melhor qualidade entregue no moinho e cerca de R$ 1.380 para o produto normal. O trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 292 por tonelada em Canoas, com alta de 6,2%. Também foram relatados problemas de qualidade no fim dos estoques locais, com níveis elevados de DON. Em Panambi, o preço de balcão recuou para R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, a oferta de trigo local praticamente se encerrou. O último negócio com produto catarinense ocorreu a R$ 1.350 FOB, mais frete. O trigo gaúcho foi ofertado entre R$ 1.340 e R$ 1.400, além de frete e ICMS, enquanto sobras de sementes foram negociadas a R$ 1.450 CIF moinho. O mercado de farinhas continua travado, mesmo após reajuste de 5%, levando unidades a reduzir a moagem e alongar estoques. No balcão, os preços ficaram estáveis em Rio do Sul, São Miguel do Oeste e Canoinhas, caíram em Chapecó e subiram em Joaçaba e Xanxerê.
No Paraná, os preços acima de R$ 1.400 por tonelada continuam pressionando as margens. Negócios foram registrados a R$ 1.450 CIF moinho na região de Curitiba. Para a safra nova, as ideias variam de R$ 1.400 a R$ 1.420, mas os vendedores seguem retraídos por receio do El Niño, sem negócios reportados.