Mercado de trigo segue lento no Sul do país
Em Santa Catarina, vendedores permanecem retraídos
Em Santa Catarina, vendedores permanecem retraídos - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país segue com ritmo lento, baixa procura e diferenças regionais entre preços, qualidade e disponibilidade. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul os moinhos estão moendo menos, enquanto a oferta mantém regularidade e a demanda por lotes permanece reduzida.
A sobra de sementes, negociada perto de R$ 1.250 por tonelada, pressiona as referências do cereal para a faixa de R$ 1.300 a R$ 1.320 por tonelada. A avaliação é de que a farinha não comporta reajustes e que os preços atuais mantêm relação adequada com o custo do trigo, o que limita expectativas de alta. Negócios expressivos já fechados entre R$ 1.350 e R$ 1.380 por tonelada também funcionam como referência para o mercado. O trigo argentino em Canoas recuou para US$ 275 por tonelada, enquanto moinhos relatam problemas de qualidade em lotes locais, com níveis elevados de DON.
Em Santa Catarina, vendedores permanecem retraídos à espera de preços melhores. As pedidas variam de R$ 1.300 a R$ 1.350 para trigo-pão e de R$ 1.360 a R$ 1.400 para branqueador, mas sem negócios registrados. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, avançando em Canoinhas e São Miguel do Oeste.
No Paraná, os valores da safra velha permanecem inalterados, enquanto as indicações para a safra nova sobem. Compradores oferecem R$ 1.450 CIF nos Campos Gerais, e moinhos do Norte trabalham entre R$ 1.520 e R$ 1.530. Com pouca oferta local e sobra de sementes, o trigo paraguaio ganha espaço, sustentado pela busca por qualidade e volume. Para a safra nova, as indicações chegam a R$ 1.450 CIF moinho, com entrega entre o fim de agosto e setembro.