Mercado de trigo segue travado na Região Sul
No Rio Grande do Sul, vendedores pedem R$ 1.350 por tonelada FOB
No Rio Grande do Sul, vendedores pedem R$ 1.350 por tonelada FOB - Foto: Divulgação
O mercado de trigo mantém ritmo lento no Sul do Brasil, com compradores e vendedores distantes nas negociações, enquanto a baixa demanda por farinha limita o avanço das aquisições dos moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário também é marcado por importações, cautela com a safra nova e preocupação com possíveis impactos climáticos sobre a oferta regional.
No Rio Grande do Sul, vendedores pedem R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto compradores aceitam até R$ 1.320, sem fechamento de negócios. As últimas operações ocorreram a R$ 1.300 para embarque em agosto e R$ 1.320 em setembro, considerando trigo não segregado. A cobertura dos moinhos avançou pouco, chegando até 30 de setembro, diante da falta de matéria-prima adequada e da demanda reduzida por farinha.
Um navio da Cargill trouxe 31 mil toneladas de trigo argentino, ofertado a US$ 290 CIF Canoas. Na safra nova, cerca de 60 mil toneladas foram negociadas até agora. Houve interesse de compra a R$ 1.400 FOB para dezembro, mas vendedores não aceitaram. Em Panambi, o produtor recebe R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, a falta de ofertas locais leva moinhos a buscar trigo em estados vizinhos. O cereal destinado à panificação varia entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada. No balcão, os preços permanecem entre R$ 64 e R$ 75 por saca nas praças informadas.
No Paraná, a preocupação está na redução da área e no risco de chuvas durante a colheita. A safra velha chega a R$ 1.500 CIF nos Campos Gerais, enquanto a nova varia de R$ 1.450 em setembro a R$ 1.400 em novembro. O trigo argentino nacionalizado está em US$ 310 por tonelada no porto, e o paraguaio varia de US$ 285 a US$ 310 CIF Paraná.